terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"A arte de votar ...... ou não votar!"

Artigo de André Soares - 16/01/2018



“Vivemos num mundo de manipulação!” Quer saber como manipular pessoas? Então, olhe-se no espelho, reflita e responda – Em que você acredita? Qualquer que seja a resposta, seja lá o que for que as pessoas digam acreditar, trata-se de ideias alheias, não delas mesmas. Ou seja, as pessoas acreditam em ideias que outros colocaram em suas mentes. Isso é manipulação. Por que as pessoas não tem ideias próprias? Porque não sabem pensar – mas, sabiam. Assim, o primeiro passo para a manipulação consiste em destruir a lógica, que é a essência do raciocínio. Após destruir a lógica, com as pessoas não sabendo mais como pensar corretamente, elas passam a acreditar em qualquer coisa que lhes disser, e assim o manipulador passará a pensar por elas. Nesse sentido, o carismático cantor Zé Ramalho abordou subliminarmente essa questão em sua histórica canção “admirável gado novo”, desvelando que o Brasil não apenas é terreno fértil para manipuladores, como também que a nação do “me engana que eu gosto” se presta a essa manipulação. Nesse mister, uma das manipulações mais entranhadas no seio sociedade brasileira é acreditar na mentira que o voto obrigatório no país é o mais poderoso, legítimo e principal instrumento democrático de cidadania para a participação popular na construção nacional e solução de seus gravíssimos problemas.

Somente uma nação gravemente doente acreditaria em tanta mentira. E, consequentemente, o Brasil já está sofrendo o terrível ônus de tamanha manipulação. Afinal, o caos do colapso político nacional ainda vai piorar. Ainda mais porque a sociedade brasileira, em seu estado demencial, persiste em culpabilizar exclusivamente a classe política pelo estado corrupto que se instalou no país; quando na verdade se esquiva covardemente de reconhecer que os líderes das organizações criminosas que atualmente comandam o Brasil foram alçados legitimamente a governantes máximos, por terem sido eleitos e reeleitos sucessivamente pelo voto obrigatório idolatrado por essa mesma sociedade.

Portanto, a verdade histórica, comprovada cabalmente e inapelavelmente, por sentença transitada em julgado, em última instância, vaticina que definitivamente os brasileiros não sabem votar. Ponto final! Pergunta-se, então: “uma sociedade manipulada que inexoravelmente sucumbiu democraticamente pelo voto, pode se salvar pelo voto?” A resposta é mais que óbvia: “Não. Essa sociedade vai se suicidar pelo voto”. Exatamente como continuará acontecendo, seja nas eleições presidenciais de 2018, seja nas demais. Significa que, enquanto a sociedade brasileira continuar doente pela manipulação, pouco importa quem serão os futuros presidentes e ocupantes dos demais cargos eletivos no país. Porque o suicídio nacional será mera questão de tempo.

Nesse contexto caótico nacional, é imperioso ressaltar que “não se deve salvar um país de si mesmo”. Exatamente porque “cada povo tem o governo que merece”. Da mesma forma, toda e qualquer manipulação só pode ser vencida pela reação espontânea de suas vítimas. Portanto, caberá a cada brasileiro libertar-se por si mesmo, para a salvação nacional. Para isso, deverá inicialmente desconstruir toda a manipulação da qual é vítima, para posteriormente ter condições de aprender a arte de votar, e também a arte de não votar.

Assim, compreender-se-á o verdadeiro significado do voto democrático, que é completamente contrário ao que se pratica no Brasil. Mas, antes ainda, é preciso entender que a democracia é um modelo de organização social de alto nível, cuja concepção e eficiência política está vocacionada somente a países desenvolvidos e com sociedades de elevado padrão de cidadania, como Suíça, EUA, Alemanha, Inglaterra, França, dentre outros. Assim, contrariamente, quanto menor for o desenvolvimento dos países e menor for o nível de cidadania de suas sociedades, menos eficiente será o seu sistema político-democrático; que chegará até mesmo a se tornar nocivo. Porquanto, em condições desfavoráveis, o sistema democrático se transforma em terreno fértil para a corrupção generalizada, a exemplo do que vem ocorrendo no Brasil, há décadas.

Compreende-se, então, porque a sociedade brasileira “galopa” na contramão da democracia, ao perpetuar a instituição insidiosa de um crime hediondo: o voto obrigatório. Porque o voto democrático é acima de tudo um direito absoluto dos cidadãos. E a condição “sine qua non” de todo direito é ser facultativo, significando que o exercício do voto deve estar submetido à mercê do livre arbítrio dos indivíduos. Desta forma, a obrigatoriedade do voto é uma das hipocrisias da política brasileira, cuja prática deletéria é a genealogia das graves distorções do nosso modelo político-eleitoral, a se perpetuarem na retroalimentação da “escravidão” do eleitorado brasileiro aos interesses espúrios da classe política dominante, demandando a degenerescência a que chegamos.

E como se deve votar democraticamente? No partido, ou no candidato? Deve-se votar no candidato que defende os seus interesses pessoais ou corporativos, ou naquele que defende os interesses nacionais?

Resposta: Votar civicamente é escolher concomitantemente o partido e o candidato que melhor representem os interesses nacionais, sob a égide dos ditames constitucionais e do estado democrático de direito.

Mas, agora vem a pergunta mais importante: “E se eventualmente inexistir partido e/ou candidato que melhor representem esses valores sob a ótica dos eleitores? Como se deve votar?”

Resposta: “Simplesmente não se deve votar. Ponto final!” Porque votar em quem não represente a vontade genuína do eleitor é atestado de estupidez comprovada e desvirtuamento do processo político e eleitoral. Portanto, o eleitor que decide votar na coligação ou candidato que julga ser o menos pior, está denegrindo sua participação política, depreciando o processo eleitoral, elegendo os piores governantes para o país, e jogando o Brasil no precipício político, como historicamente vem ocorrendo. 

Destarte, a arte de votar consiste na reação urgente da sociedade brasileira em extinguir a obrigatoriedade do voto no país, transformando-o verdadeiramente num direito dos cidadãos, que é o voto facultativo. E a arte de não votar consiste num importante instrumento de aprimoramento democrático e de valorização do voto por parte do eleitorado, abstendo-se de votar, seja quando inexistir candidato ou partido que representem seus anseios, seja em contraposição e protesto contra a obrigatoriedade do voto.

Portanto, cabe ao eleitor-cidadão e a toda sociedade brasileira a coragem de libertar-se dessa abjeta manipulação política, dignando-se a não participar dessa farsa eleitoral e protestando cívica e legitimamente pelo exercício do seu pleno direito constitucional de NÃO VOTAR. Acredite, se você quer contribuir civicamente para a desconstrução do corrupto sistema político, então pare de ser conivente com ele e NÃO VOTE. Esta é a postura patriótica mais constitucional, legítima e pacífica para a solução desse caos político. Porque o Brasil não sofrerá qualquer contingência com essa atitude social, a qual demandará um impasse intransponível que implodirá o caótico sistema eleitoral, abrindo espaço para a tão alardeada reforma política, cuja principal reformulação é a extinção do voto obrigatório e a adoção do voto facultativo.

Caso contrário, como “cada povo tem o governo que merece”, assistiremos brevemente o Brasil ocupar o seu devido lugar, ladeando junto aos países corruptos de 5ª categoria. E adeus democracia.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

"A culpa não é do PT"

Artigo de André Soares - 15/01/2018
 
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As ciências que estudam os fenômenos da “psiché”, como a psicologia e a psicanálise, tem denominações variadas, como “mecanismos de defesa do ego”, “mecanismos de culpas e desculpas”, e “racionalização”, dentre outros, para designar o tradicional comportamento humano de fuga da realidade, ignorando toda verdade desagradável e dolorosa, especialmente quando esta retrata os erros e defeitos do próprio indivíduo. Nesse contexto, quem melhor denominou este fenômeno foi o espetacular Eduardo Gianetti da Fonseca, em sua obra primorosa intitulada “Autoengano”, explicando com singular maestria a elevada capacidade do ser humano em enganar, não apenas as pessoas, mas também e principalmente de enganar a si próprio. Assim é que o autoengano não acomete apenas o indivíduo, mas também os grupos sociais que, ao invés de enfrentarem corajosamente e com altivez suas adversidades, reconhecendo seus erros e se superando coletivamente, preferem se esconder covardemente no autoengano, elegendo culpados para acusá-los de promoverem o mal que lhes aflige, o qual na verdade é obra direta da mediocridade e irresponsabilidade dessas mesmas sociedades. Provavelmente, o melhor exemplo dessa tragédia na atualidade seja o Brasil. Porque, verdade seja dita, o principal culpado pelo colapso generalizado a que o país chegou, em meio ao maior escândalo de corrupção e roubalheira dos cofres públicos da história da humanidade, não é o Partido dos Trabalhadores (PT). Quem será, então?

Indubitavelmente, um dos elementos que melhor representa uma nação e sua sociedade, em todos os sentidos, são suas instituições. E isso se torna uma verdade absoluta no contexto do estado democrático de direito, como é o caso brasileiro, porquanto nossas instituições e governantes têm a plenitude da legitimidade política, outorgada pelo sufrágio universal do voto livre dos eleitores. Significa que os partidos políticos brasileiros - e por conseguinte o PT, bem como toda a classe política e nossos governantes são absolutamente a “cara do Brasil” e o retrato mais fiel da sociedade brasileira que os elegeu, em tudo o que o país tem de melhor e também de pior.

É imperioso relembrar nossa história recente, destacando que a despeito da esquerda política brasileira ter sido derrotada pela ditadura militar em sua tentativa criminosa de tomada do poder no país por meio da luta armada, paradoxalmente foi por meio da legitimidade do voto democrático e popular que este objetivo foi alcançado. Principalmente pelo PT, cuja bem-sucedida e meteórica trajetória partidária deveu-se exclusivamente à sua consagração junto à sociedade brasileira, levando assim Luís Inácio Lula da Silva democraticamente à presidência da república em 2002, em pouco mais de 20 anos da criação do partido.

Ressalta-se também que a nação brasileira não apenas ainda reelegeu Lula na presidência da república, mas também elegeu e reelegeu a sua indicada, Dilma Rousseff, como sua sucessora, por mais dois mandatos presidenciais, perfazendo quase 16 anos consecutivos de hegemonia petista no Brasil. Significa que “nunca antes na história deste país” a escolha de nossos governantes e a responsabilidade direta pelo comando do destino pátrio estiveram entregues tão democraticamente à sociedade brasileira. E, como profetizou sabiamente o grande filósofo, “cada povo tem o governo que merece”. Portanto, se o PT chegou democraticamente ao poder máximo no país, e fez o que fez, é porque o PT é a “cara do Brasil”. Se não no que a sociedade brasileira tem de melhor, certamente no que tem de pior.

Nesse sentido, além da mentira, o autoenganado também faz uso exacerbado da hipocrisia, para fugir desesperadamente ao enfrentamento da triste verdade sobre si mesmo. Assim, a desesperada sociedade brasileira elegeu o PT e seus integrantes como sendo os principais culpados pelas mazelas nacionais, pela roubalheira, pelo caos institucional que se implantou, e principalmente pela escabrosa e secular corrupção do país, que está no “DNA” nacional desde o descobrimento. E, agora, apresenta-se a mentira e hipocrisia campeãs da preferência nacional: absolutamente todos os brasileiros, servidores públicos, bem como todas as instituições policiais e responsáveis pelo controle interno e externo do estado, nunca souberam de absolutamente nada sobre os incontáveis e gravíssimos crimes de lesa pátria, os quais só foram descobertos recentemente na operação Lava jato.

Como esta é a nação do “me engana que eu gosto”, a grande questão é saber quando a sociedade brasileira terá coragem de olhar-se no espelho e enfrentar a terrível verdade sobre si mesma. Todavia, como se trata de uma verdade de todo insuportável, certamente isso não acontecerá. Pelo menos até o holocausto nacional. Até lá, teremos as eleições presidenciais de 2018 e muitas outras, nas quais a sociedade brasileira se autoenganará com outros partidos políticos e candidatos oportunistas e corruptos, que posteriormente também serão eleitos culpados, assim como o PT. Afinal, no Brasil, a culpa é sempre dos outros.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

"O casamento gay"

"A epidemia homossexual - O casamento gay"
Artigo de André Soares - 10/01/2018


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O Casamento entre pessoas do mesmo sexo, também denominado de casamento homossexual, casamento gay, ou casamento homo afetivo, é uma realidade cada vez mais presente no mundo, em mais de 20 países; inclusive no Brasil, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2011. Todavia, a despeito das ingentes conquistas sociais, políticas e humanísticas que essa tendência representa, especialmente no tocante à valoração dos direitos humanos, infelizmente a maioria desses países sofrerá a médio e longo prazo as nefastas e irreversíveis consequências sociais que ocorrerão no Brasil. Porquanto a legalização do casamento gay no país introduziu um câncer agressivo que vitimará fatalmente nossa sociedade.

A crescente legalização do casamento gay já foi aprovada em vários países, como: Holanda, Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Irlanda, Finlândia, Alemanha, Hungria, República Tcheca, Áustria, Croácia, Grécia, Chipre, Malta, Suíça, Itália, Argentina, Uruguai, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, México, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Nesses países, bem como no Brasil, foram introduzidos significativos avanços político-sociais, referentes à igualdade entre os sexos, como: direito à herança por morte do parceiro, acesso a planos de saúde, pensão alimentícia,pensões do INSS, comunhão parcial de bens, políticas públicas, imposto de renda, sucessão, licença-gala, etc. Nesse sentido, a despeito do meritório e generalizado debate sobre o casamento gay, o mesmo vem sendo dominado, tanto no Brasil, como no mundo, pela passionalidade em favor dos direitos dos homossexuais, o que é absolutamente deletério quando presente no âmbito de decisões de grande envergadura nacional, como é o caso em testilha.

Portanto, tratar o casamento gay de forma objetiva, isenta, aprofundada, justa e corajosa, significa inicialmente estabelecer as diferenças entre os homossexuais e a homossexualidade. Porquanto se os primeiros são seres humanos idênticos a todos os demais indivíduos do planeta, já a prática da homossexualidade é um desvirtuamento sexual, com graves consequências sociais e à saúde pública, conforme venho demonstrando objetivamente, a exemplo de meus artigos anteriores, como "O homossexualismo e as forças armadas", “A epidemia homossexual” e "Ser ou não ser masculino? Eis, a questão!", dentre outros.

Isso porque a proliferação desenfreada no mundo da “epidemia homossexual” é consequência da incompreensão generalizada sobre a temática da igualdade entre os gêneros, notadamente por parte das mulheres. Porque, dominadas pelo romantismo utópico, distanciamento da realidade e comportamento passional, fomentam equivocadamente a prática do homossexualismo como sendo algo benéfico ao indivíduo e à coletividade, quando de fato não é. Ao contrário, se por um lado o homossexualismo é considerado juridicamente um direito individual, por outro lado é definitivamente um desvirtuamento da sexualidade, extremamente nocivo à saúde pessoal e social. Afinal, se o homossexualismo fizesse algum bem à saúde, como é o caso do heterossexualismo, certamente seria recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) à comunidade internacional - principalmente as práticas do homossexualismo masculino. Não é mesmo?

Portanto, se a legalização do casamento gay no Brasil trouxe inequívocas e louváveis conquistas político-sociais, por outro lado introduziu também um câncer agressivo que vitimará gravemente nossa sociedade: a permissão de adoção por casais homossexuais. Outros países também já incorreram neste grave erro do Brasil, como por exemplo: Holanda, Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França, Reino Unido. Noutro sentido, países mais conscientes sobre esse mal, como por exemplo, Finlândia, Alemanha e Eslovênia, só permitem aos homossexuais a adoção de filhos de seu parceiro. Infelizmente, pouquíssimos países que legalizaram o casamento gay proibiram a adoção por casais homossexuais, como Portugal, por exemplo.

Mas, por que o Brasil e a maioria dos países que legalizaram o casamento gay erraram gravemente ao permitir a adoção por casais homossexuais? Simples: Porque cometeram o pecado mortal de igualar dois conceitos diversos e até mesmo antagônicos: casamento e família. Compreende-se melhor lembrando-se que: “toda família é um casamento”, mas “nem todo casamento pode ser uma família” - como é o caso do casamento homossexual. Por que? Porque a “célula-mater” da sociedade, que condiciona a existência, a sobrevivência e a perpetuação de toda a espécie humana é a família. E a gênese da família, o seu “DNA”, origina-se de um determinismo natural e evolutivo, cuja constituição bio-fisiológica é de natureza exclusivamente heterossexual. Não por acaso, a sabedoria da natureza concedeu apenas e tão somente a casais heterossexuais a dádiva de gerar e criar filhos. É por essa razão que nunca houve na história da humanidade sequer uma única sociedade homossexual que prosperasse. Justamente porque o homossexualismo é um desvirtuamento sexual e estéril. Dele, nenhuma vida saudável floresce. Significa que o homossexualismo é incompatível e cancerígeno à saúde da família, como “célula mater” da sociedade e da humanidade.

É imperioso ressaltar ainda a profunda perplexidade que causa a legalização da adoção por casais homossexuais, principalmente no caso brasileiro, porquanto além de nossos governantes terem ferido de morte a cláusula pétrea universal da família heterossexual como “célula mater” da sociedade, ainda atentaram irremediavelmente contra a educação e formação geral das crianças que forem adotadas por casais homossexuais. Isso porque deliberadamente olvidaram o impacto deformador e irreversivelmente nocivo à “psiché” dessas crianças, causado pelo convívio a que elas estão condenadas a compartilhar, especialmente da intimidade da vida invariavelmente obscena de casais homossexuais, cujas práticas homossexuais são muitas vezes explícitas e caracterizadas pela perversão.

Esse é o contexto em que tão somente o homossexualismo, mas nunca os homossexuais, deve ser combatido. Porque socialmente é um câncer que vitima de morte a família e por metástase todo o tecido social. Contudo, atualmente o homossexualismo virou moda e epidemia social no Brasil e no mundo. E está se alastrando rapidamente, assim como o casamento gay, que adotará e transformará legiões infindáveis de crianças indefesas em zumbis homossexuais, a serviço da “causa homossexual”. Assim, em breve a sociedade brasileira será dominada pela dinastia homossexual e sucumbirá, juntamente com todos os demais países que cometeram a heresia de legalizar a adoção de crianças por casais homossexuais.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

"A Inteligência do casamento V - O perfil do homem ideal"

Artigo de André Soares - 04/12/2017


Ao reiterar veementemente a verdade inconteste que “casamentos não dão certo, nem mesmo por amor”, não significa, em hipótese alguma, que este autor esteja fazendo apologia contra o casamento. Absolutamente! Até porque outra das verdades inexoráveis sobre o casamento, que também venho alardeando, é que “casamentos são inevitáveis”. Contudo, a absoluta maioria das pessoas, principalmente as mulheres, persiste no grave erro de fugir da realidade dos fatos, que comprovam inquestionavelmente que o fracasso é a regra geral em cerca de 95% dos casamentos, se autoenganando que o seu casamento será bem-sucedido, quando também incorrem nas mesmas falhas dos casamentos fracassados. Nesse sentido, muitos são os erros e equívocos cometidos por homens e mulheres que levam ao insucesso no casamento. E aqui vou destacar um gravíssimo deles, que é cometido exclusivamente pelas mulheres. Trata-se do perfil do homem ideal, cujo modelo é universalmente idealizado pelas mulheres na atualidade.

O perfil do homem ideal, universalmente idealizado e desejado pela equivocada mentalidade feminina dos dias atuais, pode ser sintetizado no principal “clichê” que é o preferido das próprias mulheres: “Eu quero um homem que me SURPREENDA! SEMPRE!”

Segundo as mulheres, isso pode se dar até mesmo nos pequenos detalhes do cotidiano. Mas, a regra fundamental é ela ser surpreendida SEMPRE, inclusive no sexo. Aliás, quanto ao sexo, vale destacar que o casamento acaba quando acaba o sexo. Ponto final. Mas, isso não significa que o casamento acaba quando os casais deixam de transar. Significa que o casamento acabou quando acabou o sexo prazeroso. E o sexo prazeroso no casamento sempre acaba muito antes de se findarem as relações sexuais entre os cônjuges; que normalmente prosseguem ainda por bastante tempo, numa interminável “tortura” para ambos.

E como surpreender sexualmente uma mulher no casamento?
Resposta: Em síntese, significa fazer de tudo, e sempre de formas diferentes. Afinal, se não for assim ela não será surpreendida SEMPRE, não é mesmo? Mas tem um importante detalhe sexual: “fazer de tudo” para as mulheres no casamento significa fazer tudo o que ela gosta; conquanto isso não signifique que necessariamente a recíproca será igualmente verdadeira para os homens. E que isso fique bem claro.

E quais são os outros atributos do modelo universal do perfil do homem ideal, idealizado pelas mulheres contemporâneas?
Resposta: Infindáveis. É isso mesmo! A relação de atributos do perfil do homem ideal das mulheres não tem fim. Mas, podem ser todos eles definidos e compreendidos pela “Teoria Paradoxal Feminina”, que desvela a complexidade da natureza contraditória da personalidade das mulheres, na qual seu comportamento invarialvemente sempre oscila entre extremos opostos.

Em se tratando do perfil do homem ideal, significa que as mulheres desejam um homem que seja ora de um jeito, ora o seu oposto. Por exemplo: as mulheres querem um homem que seja:
  • Poderoso, mas também sensível;
  • Forte, mas também frágil;
  • Talentoso, mas também desajeitado;
  • Criativo, mas também prático;
  • Viril, mas também um “homem feminino”;
  • De caráter, mas também cafajeste;
  • Inteligente, mas também idiota;
  • Genial, mas também corriqueiro;
E assim por diante...

Todavia, é imperioso destacar ainda que “Teoria Paradoxal Feminina” explica que esse comportamento contraditório das mulheres segue um padrão, de tal forma que quando os homens assumem algum dos atributos do perfil desejado por elas, automaticamente elas mudam para o seu extremo oposto, numa oscilação interminável. Esse fenômeno psicossocial que rege o comportamento feminino hodiernamente é a razão pela qual invariavelmente as mulheres se mostram eternas insatisfeitas, não apenas no casamento, mas com tudo e todos. Não há exceção nem mesmo para as mulheres consideradas bem-sucedidas por terem conseguido se casar e viver às custas de homens-provedores ricos. Estas, em geral, são as que silentemente mais reclamam e odeiam seus maridos.

Portanto, só existe um tipo de homem na face da terra capaz de satisfazer, mesmo que temporariamente, a obsessão que as mulheres têm de serem SUPREENDIDAS: os mágicos. E, mesmo assim, por pouco tempo, enquanto durarem seus truques, é claro! Brincadeiras à parte, a verdade simples e objetiva é que as mulheres do século XXI estão insatisfeitas e reclamando compulsivamente dos homens no casamento, por não encontrarem neles o perfil de homem ideal que foi equivocadamente concebido por elas. Isso porque esse perfil é escancaradamente irreal e impossível. E não apenas porque os homens não são assim. Porque simplesmente não existe ser humano no mundo, homem ou mulher, que assim o seja.

A boa notícia é que, ao contrário do que as próprias mulheres possam imaginar, existe de fato o verdadeiro perfil do homem ideal, capaz de fazer uma mulher feliz, em todos os sentidos, e de viver um casamento e uma vida familiar plena de prosperidade para todos. Os seletivos homens que possuem esse perfil certamente já cruzaram o destino de muitas das insatisfeitas mulheres do século XXI, que indubitavelmente perderam a maior oportunidade de felicidade de suas vidas. Porque acham que sabem escolher um homem de verdade, quando ainda não sabem sequer separ o mundo real da "ilha da fantasia".

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

livro "ENTREVISTA OPERACIONAL - A entrevista da vida real"


 
                     R$ 20,00



O livro "ENTREVISTA OPERACIONAL - A entrevista da vida real" é uma obra inédita, de autoria do Tenente Coronel André Soares (autor do livro "Ex-agente abre a caixa-preta da ABIN"), que desenvolveu essa doutrina para o emprego operacional dos Agentes Secretos, a qual é determinante no cumprimento exitoso de suas perigosas missões sigilosas.
Entrevista Operacional desenvolve em seus protagonistas uma personalidade forte e dominante, atuando em todo e qualquer meio social, demandando um enorme poder de liderança sobre todas as pessoas, no sentido de conduzi-las a comportamentos predeterminados.
Entrevista Operacional pode ser definida como sendo “a entrevista da vida real”, porque pode ser empregada por qualquer pessoa, em qualquer situação ou circunstância, representando o ápice do autoconhecimento e auto-aperfeiçoamento.

Esta obra é de especial interesse
Para todas as pessoas e a sociedade brasileira.
Esta obra é recomendada
Para os governantes e autoridades responsáveis pelo controle e emprego da atividade de Inteligência no país. Aos servidores públicos, como membros do Ministério Público, promotores, magistrados, policiais, militares, delegados, agentes, advogados, psicólogos, gestores públicos, dentre outros.
Esta obra é obrigatória
Para dirigentes, diretores, coordenadores, analistas, operadores e demais integrantes dos sistemas de inteligência do país.
Saiba mais sobre o livro.

livro "LIDERANÇA OPERACIONAL - A liderança dos Agentes Secretos"


           R$ 15,00



O livro "LIDERANÇA OPERACIONAL - A liderança dos Agentes Secretos" é uma obra inédita, de autoria do Tenente Coronel André Soares (autor do livro "Ex-agente abre a caixa-preta da ABIN"), que desenvolveu essa doutrina fundamentada nos conhecimentos que demandam o avassalador poder de liderança dos Agentes Secretos, atuando em todo e qualquer meio social.
Liderança Operacional pode ser empregada por qualquer pessoa, em qualquer situação, ou circunstância da vida real; representando o ápice do autoconhecimento e auto-aperfeiçoamento.
Esta obra é de especial interesse para os governantes, dirigentes e pessoas que exerçam cargos de chefia e liderança.
Esta obra é recomendada a todas as pessoas e à sociedade brasileira.

Esta obra é obrigatória para Agentes Operacionais (agentes secretos) de serviços secretos.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Download gratuito do Livro “MULHER OPERACIONAL - O perfil da mulher Agente Secreto”

Para fazer o download gratuito do Livro “MULHER OPERACIONAL - O perfil da mulher Agente Secreto”, de autoria de André Soares, cadastra-se no site Inteligência Operacional, no menu LOGIN (aba à direita do site), em http://www.inteligenciaoperacional.com/

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A caixa-preta da ABIN e o STF



A caixa-preta da ABIN e o STF
Artigo de André Soares 29/06/2017
 

A recente denúncia da revista VEJA sobre o emprego da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) pelo governo Temer, para investigar o ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Operação Lava-jato; que foi veementemente condenada pela presidente do STF ministra Cármen Lúcia, pelo procurador-geral da República (PGR) Rodrigo Janot, bem como por insignes entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a própria Associação dos Servidores da ABIN (ASBIN); traz à baila a recidiva das clandestinidades da invencível caixa-preta da ABIN, notadamente sobre a Suprema Corte do país.

Os desvirtuamentos da ABIN, a exemplo dos protagonizados na Operação “Satiagraha” em 2008, constituem os mais escabrosos atentados da história perpetrados por serviços de inteligência contra o próprio estado. Se cometidos nas principais potências mundiais, seus dirigentes teriam sido condenados à prisão perpétua ou à pena capital. Não por acaso, seus diretores-gerais foram exonerados da função por envolvimento da agência em gravíssimas obscuridades, estranhamente nunca apuradas. Compreende-se então porque a ABIN goza de péssima reputação no âmbito da comunidade internacional dos serviços de inteligência, razão pela qual Carlos Costa, chefe do FBI no Brasil por quatro anos, sentenciou publicamente: “...a ABIN é uma agência de inteligência que se prostitui...”.

Como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), causa enorme perplexidade a assombrosa ineficiência da ABIN no cumprimento de sua precípua missão institucional, pela sua total incapacidade de antecipar graves ameaças e contingências nacionais, não tendo detectado nem mesmo a monstruosidade dos crimes do “mensalão”, “petrolão” e da operação “Lava-jato”. Consequentemente, a degenerescência da ABIN, aliada ao seu total descontrole por parte do estado, juntamente com a absoluta impunidade de sua cúpula, somada à sua completa ineficiência em defender o país da ação de seus inimigos, são a causa principal do caos de corrupção generalizada que vitima o Brasil na atual conjuntura, dentre outros flagelos.

A verdade é que o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) ressuscitou no Brasil a degenerescência do Serviço Nacional de Informações (SNI), criando a ABIN, pela Lei 9.883, de 7 de dezembro de 1999, com amplos poderes como órgão central do SISBIN, e entregando o seu comando a uma inescrupulosa “comunidade de inteligência”, completamente acima da lei no país. Ou seja: um suicídio pátrio anunciado.

Isso porque, em todo o mundo, os serviços secretos são as instituições mais poderosas e corruptíveis do estado, cujo desvirtuamento é fatídico à nação. É por esse motivo que os países desenvolvidos submetem rigorosamente seus serviços secretos ao estado democrático de direito, exercendo o controle cerrado sobre suas atividades, especialmente as operacionais, e punindo exemplarmente quaisquer desvios e ilicitudes.

No Brasil, ressalta-se que a descoberta de todas as clandestinidades da ABIN decorreu exclusivamente de denúncias da mídia, nunca da eficiência dos órgãos responsáveis pelo controle de suas atividades, como a Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional (CCAI), os Poderes Executivo e Legislativo, o Ministério Público, os Tribunais de Contas, a Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República (CISET).

Destarte, com a caixa-preta da ABIN incólume ao Estado de Direito, nossos governantes se tornaram suas vítimas, principalmente os ministros do STF, como vem sendo denunciado à exaustão e de longa data, tanto pela grande mídia nacional, como pelos próprios ministros da Suprema Corte.

Por que o STF é o principal alvo da arapongagem oficial? Porque a Suprema Corte comanda o único Poder da República que não se desvirtuou ante esse estado de coisas, tendo condenado corajosamente a ABIN, em 2015; a qual já havia sido condenada anteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2011; cuja hedionda atuação criminosa na “Satiagraha” foi assim descrita pelo Exmo Sr Ministro Adilson Vieira Macabu (Habeas Corpus 149.250 – SP): “Jamais presenciei, eminentes Ministros, ao defrontar-me com um processo, tamanho descalabro e desrespeito a normas constitucionais intransponíveis e a preceitos legais".

Mais estarrecedor é testemunhar no Brasil, país em que até presidentes da república são celeremente denunciados à justiça para apuração de eventuais ilicitudes, que a cúpula da ABIN se regozija em abençoada impunidade por seus crimes na “Satiagraha”, apesar de já condenados no STF, cujos dirigentes responsáveis não foram sequer denunciados.

Portanto, que os ilustres ministros do STF não se deixem enganar. Pois, nesse contexto caótico, a Suprema Corte é a única ameaça institucional no país ao projeto de poder criminoso da “comunidade de inteligência” que governa os serviços secretos no Brasil. Significa que o STF corre risco real muito mais gravoso que a instalação de grampos telefônicos e escutas ambientais em seus gabinetes. Importa dizer, por derradeiro, que não fosse o trágico “acidente” da morte do ministro do STF Teori Zavascki,em janeiro deste ano, dificilmente o eminente relator da Operação Lava-jato escaparia da fúria da “comunidade de inteligência” que o caçava impiedosamente.E que Deus proteja a Suprema Corte!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mensagem aos jovens IV - O colapso do Brasil - II

Artigo de André Soares - 04/06/2017

 



Que o Brasil é um país escabrosamente corrupto, só a sociedade brasileira finge desconhecer. Afinal, como é notório: “o pior cego é aquele que não quer ver”. E, mesmo agora, quando a comunidade internacional se estarrece ante ao Brasil protagonizando o maior escândalo de corrupção mundial, infelizmente a sociedade continua “cega”, não querendo ver a realidade. Qual? Que, ao ponto a que chegamos, o gravíssimo estado de corrupção nacional é irreversível.

O colapso generalizado do estado brasileiro da atual conjuntura, especialmente quanto à corrupção, é absolutamente análogo a uma metástase cancerígena em fase terminal: não tem cura. Teria se a sociedade, a exemplo do paciente consciente e responsável, tivesse iniciado agressiva quimioterapia a esse estado cancerígeno tão logo ele se iniciou. Ou seja, há alguns séculos. Porque verdades sejam ditas: a corrupção endêmica no Brasil vem desde a formação da sua nacionalidade, incorporou-se ao seu DNA e racionalizou-se no abjeto orgulho nacional do “jeitinho brasileiro”, razão pelo qual nosso país é alcunhado internacionalmente pelo conhecido rótulo depreciativo: “o Brasil não é um país sério”.

Nesse sentido, importar ressaltar a máxima do grande filósofo que professa sabiamente que “cada povo tem o governo que merece”. Porque outra verdade a ser dita é que o colapso de corrupção nacional não é culpa dos governantes, políticos e empresários, mas sim o reflexo cristalino da sociedade brasileira que legitimamente os elegeu e os empoderou. Portanto, o Brasil é um país escabrosamente corrupto porque a sua sociedade assim o é. Exceções há, conquanto sejam raríssimas e inexpressivas, razão pela qual o impacto de suas atuações em âmbito nacional equivale ao combate de câncer com aspirina.

Com efeito, a leviandade estatal está escancaradamente institucionalizada, e graças ao desvirtuamento dos servidores públicos e privados, em todos os níveis, principalmente dos investidos em cargos de comando, direção, ou chefia; seja por participação como corruptores; seja por conivência, cuja omissão ante esse estado de coisas os faz tão corruptos quanto os primeiros.

Como verdades assim são insuportavelmente dolorosas, a reação psicológica imediata da sociedade é a “negação”, se autoenganando com a ilusão de um final feliz. Ou seja: que a atual crise é passageira, que a operação Lava-jato extirpará a corrupção no país, e que brevemente o Brasil será próspero. Ledo engano! Pois, assim como na metástase terminal, na qual ocorrem breves períodos de aparente melhora do paciente, o seu agravamento e óbito são inexoráveis.

E os fatos falam por si. Afinal, a operação Lava-jato, que se esperava célere e instaurada para apurar especificamente os crimes do “Petrolão”, já comemora três anos, com a incrível média ao longo desse período de no mínimo um escândalo nacional por semana, extrapolando em graves e intermináveis desdobramentos de investigação nas mais ingentes instituições do setor público e privado; com o envolvimento direto de sucessivos presidentes da república, numa avassaladora demanda criminosa que vai muito além da deficiente e também corrupta capacidade de investigação estatal.

Aí está a “metástase” terminal do Brasil, cujo óbito se dará por “falência múltipla dos órgãos”. E ainda mais doloroso é saber que o país poderia ter evitado a sua tragédia. Portanto, enquanto o Brasil tiver uma sociedade medíocre e corrupta, terá falecido o seu projeto de um país ordeiro e próspero, destinado a ladear junto às principais potências mundiais, tal qual tremula em nossa bandeira nacional. O que restará? O Brasil da atual conjuntura: um país agonizante, à espera de salvadores da pátria. Ou, como bem disse Bertolt Brecht: “Infeliz a nação que precisa de heróis!”.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A Lealdade

Artigo de André Soares 26/05/2017



Todo cidadão ao incorporar às fileiras das forças armadas, em cerimônia solene perante a bandeira nacional, jura lealdade à pátria, de viva voz, em alto e bom som, prometendo defendê-la com o sacrifício da própria vida. Aliás, seria de bom alvitre que esse juramento fosse estendido inclusive a todos os cidadãos, homens e mulheres. Porque a defesa da pátria é dever de todos, não apenas dos militares. De toda forma, todas as pessoas, de alguma maneira, ao longo de suas vidas, juram lealdade a alguém ou alguma coisa: seja a uma ideologia, entidade, profissão, cônjuge, amigo, amante, religião, e indubitavelmente a maioria das pessoas jura lealdade a Deus. Mas, em absolutamente todos os casos, para a avassaladora maioria das pessoas, isso não é verdade.

Perguntar-se-ia, então: Onde encontraríamos um perfeito exemplo de lealdade?
Certamente o mundo cristão bradaria em uníssono: “Na história bíblica de Abrahão que, a mando do Senhor, se predispôs a matar o próprio filho para provar seu juramento de lealdade a Deus”. Todavia, ao contrário, esse é um exemplo de deslealdade. Tanto por parte de Abrahão, quanto de Deus. Isso porque se Abrahão demonstrou sua lealdade a Deus, por outro lado certamente foi desleal para com seu próprio filho. 
Verdade seja dita:
_ “Quem gostaria de ter um pai desses?”.

No caso do Senhor, a situação é ainda pior e com agravante. Porque, na condição de Deus, foi duplamente desleal: para com Abrahão e principalmente para com o filho dele. 
Verdade seja dita:
_ “Que pai gostaria de ter um Deus que lhe manda matar o próprio filho, e ainda por mero capricho, ou insegurança?”.
_ “Que filho gostaria de ter um Deus que manda seu próprio pai lhe matar, e ainda por mero capricho, ou insegurança?”.

Mas, o que é lealdade?
Lealdade é o atributo que designa alguém que é digno de confiança, que cumpre suas obrigações e não falha com os seus compromissos, demonstrando responsabilidade, honestidade, retidão, honra e decência. Pessoas leais são pessoas de caráter.
Perguntar-se-ia, novamente: Onde encontraríamos um perfeito exemplo de lealdade?
Resposta: Na Guerra.

É na guerra e somente na guerra que se encontram verdadeiramente as pessoas de caráter. E somente quem esteve lá sabe disso. Assim, a absoluta maioria dos juramentos de lealdade, sejam quais forem, não são verdadeiros. Podem, eventualmente, até serem sinceros, de boa vontade. Mas continuam não sendo verdadeiros. Porque quando colocados à prova, em situações de adversidade, a esmagadora maioria das pessoas foge covardemente ao compromisso anteriormente assumido.
É por isso que as pessoas se decepcionam com o outro frequentemente durante toda a vida. Porque se iludem julgando que conhecem as pessoas e sabem escolher aquelas em quem confiar. Todavia, nos momentos adversos, a maioria sempre se revelará pela traição. Porque as pessoas de caráter são raríssimas: verdadeiros “diamantes de sangue”.
Quer se juntar a elas?
Agora, você já sabe onde: na Guerra.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Grampo telefônico e delação premiada

Artigo de André Soares 25/05/2017




Grampo telefônico e delação premiada são denominações impróprias para designar instrumentos de investigação cuja importância é indevidamente maximizada no Brasil, quanto ao seu emprego e valor probatório. Tal situação avulta de importância porque na atual conjuntura estão no epicentro das investigações da Operação Lava-jato que apura a avassaladora corrupção nacional, sem precedentes no mundo. Portanto, urge à sociedade conhecer suas limitações e vulnerabilidades, para conduzir ao seu melhor emprego.

Vulgarmente conhecido por “grampo telefônico”, destaca-se ser esse termo pejorativo de todo justificado. Porquanto o seu emprego está fortemente influenciado pela herança maldita do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), que o empregava precipuamente para perseguir opositores do regime militar. Por essa razão, o grampo telefônico foi proibido com o fim dos governos militares, e renascido clandestinamente pela comunidade desempregada do SNI que o disseminou criminosamente pelo país, especialmente em espionagem política e econômica.

A interceptação telefônica foi reinstituída pela lei nº 9.296, de 24 de julho de 1996, com o propósito de se contrapor ao recrudescimento do crime organizado no país. Todavia, o que se viu foi a inauguração da “grampolândia” brasileira, cujo desvirtuamento tomou proporções extremas, notadamente nos crimes da “Operação Satiagraha”, em 2008, perpetrados pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), cuja cúpula permanece em completa impunidade.

Agrava-se esse quadro visto que o valor probatório da interceptação telefônica, ao contrário do que se imagina, é muito limitado. Porque, em termos jurídicos, numa ação penal, esse instrumento prova apenas que alguém disse algo sobre um determinado fato. Mas não prova que esse fato seja verdadeiro, ou que tenha acontecido, ou que alguém o tenha realizado de fato.

Imagine-se, por exemplo, que alguém é flagrado numa interceptação telefônica tratando sobre um roubo a banco, um assassinato, etc. Se, posteriormente, esse crime se efetivar; a interceptação, por si só, prova juridicamente apenas o que esse alguém disse; mas não prova que o tenha cometido. Portanto, em termos reais, a maior importância da interceptação telefônica está em subsidiar elementos informacionais para a consecução de outras ações investigativas e policiais mais efetivas.

Destarte, a recente descoberta do grampo clandestino realizado pela Polícia Militar do estado de Mato Grosso contra diversas autoridades é mais uma escabrosa constatação da “grampolândia” brasileira, cujo “modus operandi” criminoso vem sendo perpetrado pelos governantes e autoridades públicas há décadas.

A colaboração premiada, vulgarmente conhecida por “delação premiada”, foi instituída mais recentemente pela lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013. Sobre a legitimidade do seu emprego e valor probatório, conquanto ainda seja insipiente no país, já há críticas severas de renomadas autoridades quanto ao seu mau uso.

Contudo, importa registrar uma característica peculiar ao instituto da colaboração premiada que é extremamente nefasta ao estado: a necessidade de negociar com criminosos e organizações criminosas (ORCRIM). Negociação esta que pode inclusive lhes proporcionar o perdão judicial ou impunidade pelos graves crimes cometidos contra o estado e a sociedade, como já vem ocorrendo na Operação Lava-jato.

Pergunta-se: É justo e ético, por parte de um estado soberano, perdoar ou premiar criminosos e ORCRIM pelos graves crimes perpetrados por eles contra o próprio estado e a sociedade?

Resposta: Não! Porque um estado soberano e forte não negocia com criminosos e ORCRIM. Ao contrário, os pune rigorosa e exemplarmente. A não ser que esse estado não seja tão forte e soberano assim!

Aqui se insere o aspecto mais preocupante e vulnerável ao estado em relação à colaboração premiada. Porque a sua adoção é diretamente proporcional à fragilidade estatal. Ou seja, quanto pior for a capacidade de investigação do estado, maior será a sua dependência à colaboração premiada de criminosos e ORCRIM para a elucidação de crimes; chegando-se ao ponto do estado tornar-se refém, quando de sua total incapacidade. Por isso, é um perigoso engodo a celebração da proliferação de colaborações premiadas que se verifica no país. Porque um estado eficiente evitará ao máximo fragilizar-se ao emprego desse instrumento.

A verdade é que o colapso brasileiro não é apenas político-partidário, psicossocial e ético-moral, mas também institucional, face à falência dos órgãos responsáveis pela proteção do estado, cuja prova cabal é assombrosa corrupção a que chegamos. Nesse mister, destaca-se causar profunda perplexidade a escabrosa ineficiência da ABIN em sua missão precípua de identificar ameaças ao estado, mas que estranhamente, ao longo de sua história, nunca informou as mais graves contingências sofridas no país, menos ainda sobre o caos de corrupção objeto da operação Lava-jato.

Portanto, o Brasil necessita urgentemente cumprir sua missão constitucional de ser um estado eficiente, com instituições competentes no desempenho de suas atividades-fim, para fazer frente à criminalidade organizada. Caso contrário, se tornará em breve o país onde o crime compensa e o paraíso dos criminosos.



terça-feira, 23 de maio de 2017

O "mal do século"

Artigo de André Soares 23/05/2017


Embora a maioria desconheça, estamos vivendo na atualidade a "crise do século XXI", ou "mal do século",que é a pandemia de doenças e transtornos mentais, cuja projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê se tornar até 2030 a patologia mais prevalente no planeta, a frente do câncer e algumas doenças infecciosas. Estresse, ansiedade, fobias, bipolaridade, depressão, assédio moral, “bullying”, síndrome do pânico, dentre outros, fazem parte do inevitável coquetel de problemas psicológicos da vida moderna, que estão lotando os consultórios psicológicos e psiquiátricos, cada vez mais repletos de homens, mulheres e crianças fragilizados e doentes da psique.  Em termos práticos, significa que se ainda há quem não tenha sido acometido por pelo menos alguma dessas doenças, no futuro próximo certamente será.

Assim, a pergunta crucial é: “Por que a humanidade está adoecendo gravemente psíquica e espiritualmente?”. Resposta: Por causa do exponencial desenvolvimento científico-tecnológico. Portanto, vivemos os males de um terrível paradoxo: o desenvolvimento científico-tecnológico, que tantos benefícios vêm trazendo à humanidade, é também a principal causa do "mal do século”. E, agora, vem o mais assustador: quanto maior for o desenvolvimento científico-tecnológico pior será essa pandemia. Em síntese, significa que o "mal do século" pode destruir a humanidade.

Tudo isso pode parecer um enorme absurdo, ou uma piada de mau gosto; e seria ótimo que fosse. Mas, não é. Assim, para sobrevivermos à "crise do século XXI", precisamos inicialmente compreender esse fenômeno patológico, para posteriormente sabermos enfrentá-lo. Para conhecer a sua gênese é necessário relembrar os ensinamentos de Charles Darwin, cuja “Teoria Evolucionista” demonstra sobejamente que a “evolução das espécies” contempla exclusivamente os indivíduos mais fortes e melhor adaptados às ameaças e adversidades do seu meio ambiente.

E, nesse sentido, ao longo da história, a humanidade vem fazendo exatamente o contrário da “Teoria Evolucionista”. Explica-se: o extraordinário e crescente desenvolvimento científico-tecnológico vem evidentemente beneficiando a vida humana, em todos os sentidos. Consequentemente, as pessoas vão ficando cada vez mais protegidas contra as adversidades e ameaças da vida, ao mesmo tempo em que também vão ficando cada vez mais seduzidas e dominadas pelas irresistíveis facilidades e comodidades da vida tecnológica. Afinal, a vida humana vai ficando cada vez mais fácil a cada dia, não é mesmo?

Por outro lado, é exatamente a crescente eliminação ou minimização de adversidades e ameaças à vida humana que, em contrapartida, faz com que as pessoas fiquem gradativamente cada vez mais fracas e despreparadas, justamente porque, na ausência de contingências, o indivíduo não se fortalece. Ou seja, a acomodação às benesses do desenvolvimento científico-tecnológico está “atrofiando” a humanidade, não apenas no corpo, mas principalmente na mente e espírito.

Um surpreendente exemplo desse terrível paradoxo é a longevidade humana na atualidade, cuja expectativa de vida aproxima-se rapidamente dos 80 anos no Brasil, valendo lembrar que na pré-história os hominídeos viviam cerca de 30 anos. Ressalta-se que os hominídeos eram muito mais fortes que homem atual, não apenas fisicamente, mas também bio-fisiologicamente. Isso porque o expressivo aumento da expectativa de vida, diferentemente do que se imagina, não se deveu ao fortalecimento da bio-fisiologia humana que, ao contrário, se enfraqueceu. Mas, sim, ao vultoso desenvolvimento científico-tecnológico, notadamente da medicina, cujos recursos, técnicas cirúrgicas e principalmente medicamentos vêm possibilitando o prolongamento da vida humana, de forma eminentemente artificial. Portanto, sem os recursos da medicina e em condições idênticas de sobrevivência, a expectativa de vida do homem atual seria inferior a dos hominídeos.

O fato é que a humanidade está vivendo artificialmente cada vez mais, mas não necessariamente melhor, no que se refere à psique. E o “mal do século” é a prova cabal disso, demonstrando que o enfraquecimento progressivo do ser humano o está conduzindo ao sofrimento psíquico por tudo e por qualquer coisa, aterrorizando-se por questões cada vez mais irrelevantes, fúteis e até mesmo ridículas.

E o “mal do século” tem cura?
_É claro que tem!
Qual é?
_Ser forte, cada vez mais forte.
E como se fica forte?
_Combatendo adversidades e ameaças. E quanto mais fortes forem as adversidades e ameaças vencidas, mais forte se fica.
Mas o combate gera estresse, dor e sofrimento.
_Mas é somente assim que se fica forte. Afinal, quem disse que ser forte é fácil?
Mas o combate pode matar!
_Exatamente. Mas, como demonstrou Charles Darwin, só os fortes sobrevivem.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

A volta dos militares ao poder

 Artigo de André Soares 22/05/2017



O atual colapso do estado brasileiro, mergulhado em grave crise político-econômica, corrupção institucional generalizada e degenerescência dos partidos políticos, é terreno fértil para imediatismos e adoção de paliativos, como são recorrentes em nossa história. Verdade seja dita, desde a independência e no transcurso de nossos momentos mais críticos a sociedade sempre demandou por paliativos, em detrimento de soluções de estado eficientes e definitivas. Não por acaso, a subcultura do “jeitinho brasileiro” condenou o país ao conhecido rótulo depreciativo: “o Brasil não é um país sério”. Portanto, não é de surpreender o ressurgimento de retumbante mobilização social, conclamando a volta dos militares ao poder.

Para entender o que isso representaria, basta relembrar o adágio que diz: “errar é humano, persistir no erro é burrice”. Ou será que nossa sociedade se esqueceu do período da ditadura militar? Ou teria sido período da subversão? Nesse contexto, importa ressaltar que o Brasil é um país sem história. Porque “pior que um povo que não conhece sua história é um povo que a perdeu”, como é o caso brasileiro. Visto que todo o obscurantismo dos governos militares foi criminosamente “desacontecido”, com a aquiescência da pusilânime sociedade brasileira que, ao evocar agora a sua volta ao poder, comete a escabrosa estupidez de persistir no mesmo erro pretérito.

Cumpre ressaltar que o Brasil não está sofrendo apenas um colapso político-econômico, mas também ético-moral e psicossocial. Assim, agrava-se esse quadro pelo fato de há décadas não despontar no país uma genuína e autêntica liderança nacional, menos ainda proveniente dos quadros das forças armadas, condenadas que estão ao sucateamento de seu arsenal bélico e relegadas à entropia burocrática dos quartéis. Portanto, a realidade sobre as forças armadas de hoje é completamente diversa da época dos governos militares.

Primeiramente, porque não há em seu público interno personalidade com autoridade e atributos de liderança mínimos, que lhe confiram representatividade junto à sociedade e poder de influência na conjuntura nacional. Em segundo lugar porque diferentemente do passado quando os comandantes militares empregaram suas tropas para alçarem ao poder em 1964, atualmente inexiste a possibilidade dessa ação autoritária. Isso porque as forças armadas estão consolidadas institucionalmente e seus quadros subordinam-se exclusivamente ao estado democrático de direito, e não mais ao personalismo de seus comandantes.

Em terceiro lugar porque atualmente as forças armadas têm inexpressivo poder político sobre as decisões de estado. Nesse sentido, vale dizer inclusive que sofrem de significativo retrocesso. Porquanto a despeito de possuírem notável potencial eleitoral pelo contingente de milhões de eleitores da família militar, por outro lado demostram assombrosa incapacidade para eleger representantes para a defesa de seus legítimos interesses, especialmente no poder legislativo federal.

Destarte, a persistente e prolongada crise nacional, cujo agravamento vem inviabilizando a consecução das urgentes reformas estruturantes e demandando sérias repercussões sociais, sinaliza um cenário prospectivo pessimista. Porque a descrença social no degenerescente mundo político fomenta o incontrolável espírito imediatista brasileiro, que recorrentemente demanda ao engodo de encontrar “salvadores da pátria”, inspirando assim o oportunismo de aventureiros ao cargo presidencial nas próximas eleições de 2018, que ora já se apresentam.

Significa que estamos ante um futuro político incerto e arriscado. Portanto, urge ao Brasil tornar-se um país sério. Nesse sentido, o pleito da próxima eleição presidencial em 2018 será oportunidade derradeira para a sociedade libertar-se do jugo da corrupta política partidária vigente, elegendo presidente que seja pessoa absolutamente incorruptível, comprometida em governar o país com eficiência, legalidade e ética, e combater avassaladora e impiedosamente todos os corruptos, sem exceção.

Caso esse auspicioso futuro seja inaugurado no país, que o destino benfazejo nos proporcione eleger ao cargo presidencial a persona de um nobre estadista, sendo importante não desconsiderar que o destino imprevisível possa nos reservar encontrar esse ilustre perfil presidencial na persona de um honrado e exemplar militar das forças armadas

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