terça-feira, 22 de setembro de 2020

Artigo de André Soares: A "escalada"​ da vida - 17/07/2020

 

  

 

O êxito na vida guarda grande analogia com o êxito nos desportos, a exemplo do alpinismo; destacando-se, neste caso, três dos seus elementos primordiais em comum: o alto risco, a excelência dos alpinistas e a qualidade das cordadas. Assim, o entendimento e a aplicação prática dos paradigmas dessa similitude é de todo crucial para o sucesso pessoal, em todas as searas da vida.

Ao contrário do que se possa imaginar, o êxito na “escalada” da vida pode ser tão arriscado quanto a escalada dos mais íngremes picos e montanhas. Porque alcançar a plenitude do sucesso pessoal implica em vencer óbices tão perigosos quanto os do alpinismo. Dessa forma, assim como vários alpinistas fracassam e até mesmo morrem, vitimados por diversas e imprevisíveis adversidades, é importante cientificar-se de que o destino reserva igualmente numerosas e imprevisíveis contingências, e até mesmo fatais, aos candidatos à bem sucedância. Portanto, o alto risco, em suas diversas naturezas, é intrinsicamente inerente ao sucesso pessoal; restando àqueles que o almejarem terem a devida expertise e coragem para vencê-lo.

Por outro lado, assim como alpinistas são dotados de atributos especialíssimos, de forma congênere são as pessoas bem-sucedidas; cuja excelência é edificada ao longo de toda vida, por meio de um processo sistemático de autoconhecimento e auto aperfeiçoamento. Contudo, aqui se insere um ponto de inflexão crucial, tanto para alpinistas, como para “escaladores” do sucesso. Trata-se de decidir se a referida “escalada” será realizada em parceria, ou sozinho (“free solo”).

No primeiro caso, estabelecer-se-ão obrigatoriamente as cordadas; que, no alpinismo, é a denominação da união de um escalador aos demais, por meio de uma corda. Consequentemente, a eficiência das cordadas está diretamente afeta à expertise dos escaladores envolvidos e à qualidade das cordas utilizadas; que determinarão o sucesso ou fracasso da escalada, podendo inclusive demandar a morte de um, ou até mesmo de todos os alpinistas.

Essa analogia se reproduz igualmente na “escalada” da vida, cujas “cordadas” nada mais são que os relacionamentos humanos, estabelecidos pelas pessoas em todas as searas suas vidas, desde o núcleo familiar, escolar, religioso, profissional, conjugal, etc...; os quais corroborarão inequivocamente tanto o eventual sucesso ou fracasso da pretendida “escalada”. Nesse sentido, ressalta-se a sabedoria do filósofo Aristóteles, que profetizou, deste o século III A.C., que “o ser humano é um animal social”; demonstrando assim a importância vital do relacionamento humano para a sobrevivência do indivíduo e a perpetuação da nossa espécie. Portanto, a consecução de uma vida auspiciosa requer que todas as suas “cordadas” sejam constituídas por pessoas especialíssimas, concomitantemente com o alto nível da reciprocidade desses relacionamentos.

Entretanto, no contexto da atual crise do “mal do século”, que é a pandemia de doenças e transtornos mentais que aflige a humanidade, não seria exagero afirmar que a constituição de relacionamentos pessoais de excelência está muito mais difícil que a formação de cordadas de alto nível para escalada do Everest, que é o mais elevado e um dos mais perigosos picos do planeta. Portanto, mais que uma tragédia psicossocial da atual conjuntura, esta fatalidade representa um importante alerta às raríssimas e especialíssimas pessoas verdadeiramente vocacionadas ao sucesso na “escalada” da vida. Porque, como são cada vez mais intransponíveis as dificuldades na constituição de “cordadas” de excelência nos relacionamentos interpessoais, muito provavelmente o destino fatídico de qualquer tentativa de “escalada” audaciosa terá indubitavelmente um único resultado final: o abismo.

Todavia, a consciência deste alerta não significa a abdicação aos triunfos e glórias da “escalada” do sucesso, mas simplesmente a inteligência de não se suicidar por ele. A boa notícia é que, ainda assim, o êxito na “escalada” da vida permanece plenamente possível. Mas, tão somente aos “escaladores” super excepcionais, que optarem pela perigosíssima alternativa “free solo”.

Artigo de André Soares: "A escalada da vida"


 

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Entrevista de André Soares ao portal Panorama Mercantil (22/10/2018)

Entrevista de André Soares ao portal Panorama Mercantil (22/10/2018) sobre Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Inteligência Operacional e Liderança Operacional.



Ex-agente abre a caixa-preta da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência)

Entrevista do Tenente-coronel André Soares ao programa Morning Show, da Rádio Jovem Pan (25/01/2016), sobre seu livro, com o jornalista Cláudio Tognolli, "Ex-agente abre a caixa-preta da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência)".






terça-feira, 7 de abril de 2020

E-book (livro digital): Ex-Agente Abre a Caixa-Preta da ABIN

 https://www.inteligenciaoperacional.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=240&Itemid=313
 
Pagamento
1. É realizado em nosso site pela empresa Pagseguro, com as seguintes formas de pagamento: boleto bancário, transferências bancárias e cartões de crédito - à vista e parcelado (Visa, MasterCard Diners, American Express, Hipercard, Aura, Banco Bradesco, Banco Itaú, Banco Unibanco, Banco do Brasil, Banco Banrisul, Saldo PagSeguro).
Valor do investimento:
- R$ 15,00
 
Descrição do produto e ficha técnica
E-book (livro digital): Ex-Agente Abre a Caixa-Preta da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência)
Autor: André Soares
Edição: 2
Ano: 2015
Idioma: Português
ISBN: 978-85-7531-643-6
Os Serviços de Inteligência brasileiros sempre careceram de transparência: não sobre suas informações - muitas vezes distorcidas e mal utilizadas - mas acerca de seu funcionamento,  estrutura e, principalmente, do modus operandi adotado pelos governantes que os tutelam.
A obra EX-AGENTE ABRE A CAIXA-PRETA DA ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), do tenente-coronel André Soares, ex-analista de contrainteligência da ABIN, em depoimento ao jornalista Cláudio Tognolli, vem lançar essa luz tão necessária sobre o tema. O livro traz a público o que a sociedade tem direito de saber há muito: como funciona nossa arapongagem oficial, sobretudo quando o Brasil mais precisa da inteligência para enfrentar as demandas dos dias atuais. Isso se dá, sobretudo no que diz respeito às questões de segurança, tecnologia, disputas mercadológicas, descobertas científicas e também nas ações anticorrupção.
Conforme destaca, no prefácio, o advogado Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça, “produzir conhecimento e tratar a informação é um trabalho que requer especialização, técnica e eficiência. Criar sistemas que integram os órgãos de inteligência não pode ser algo apenas formal: há que ser conceitual. Trata-se de uma Política de Estado, o que nosso País definitivamente não tem”.
O livro é o relato de um brasileiro que quer ver o país melhor e sem que o nosso Estado de Direito (construído a tão duras penas), continue sendo impedido por uma antologia de desmandos e malversações, contaminados com milhões em verbas secretas destinadas a fins inconfessáveis. André Soares, enfim, só tem um objetivo: um Brasil melhor, com instituições à altura da democracia plena, tão sonhada por nós.
Inserido, como um vocacionado profissional, nesse caótico cenário brasileiro, o autor vem denunciando, há anos, a criminalidade organizada que impera nos serviços de inteligência no Brasil. E é por esta razão que, também há muito tempo, é perseguido. Perseguido e severamente ameaçado, inclusive de morte. Tudo pela criminosa “comunidade de inteligência,” no comando da ABIN e na cúpula do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Eles consideram esta obra como um “livro proibido”.
“Como secretário nacional de Justiça aprendi, de início, que a ABIN é uma agência de vital importância para o Brasil. Aprendi que seus funcionários, em absoluta maioria, são pessoas preparadas e altamente qualificadas para desenvolver as tarefas que o país necessita. Mas esta obra revela um outro condão da agência. Aquele segundo o qual até o mais probo e preparado servidor público padece ante a questão do comando, a gestão e o direcionamento dado a produção do conhecimento, nem sempre republicano. Não há bem aventurança funcional que resista ao fisiologismo e caráter orgânico, partidário, hoje tão dominantes nas nossas instituições, a ABIN entre elas é claro.”
Romeu Tuma Junior, advogado e ex-Secretário Nacional de Justiça
Sobre o autor:
André Soares é consultor em Inteligência de Estado e diretor-presidente da empresa Inteligência Operacional. É Mestre em Operações Militares e experiente consultor em Inteligência de Estado. Foi analista de Contrainteligência da ABIN – Agência Brasileira de Inteligência, tendo atuado anteriormente no Centro de Inteligência do Exército (CIE). Possui formação, qualificação e atuação de excelência, especialmente em Inteligência, Contrainteligência e Operações de Inteligência. Ministra palestras, cursos e treinamentos em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública para importantes instituições, agências e serviços de inteligência. Desenvolve aperfeiçoamentos para a atividade de Inteligência, aplicados à cientificidade da produção do conhecimento, e ao emprego operacional. É o criador da Revista Inteligência Operacional e autor de cinco livros: Operações de inteligência, A Tríade da Inteligência, Inteligência Operacional, Entrevista Operacional, Liderança Operacional, SOS – Inteligência Nacional e Ex-agente abre a caixa-preta da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) (selo Escrituras). Site: www.inteligenciaoperacional.com
 

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Diálogos: O sexo no casamento – os homens

 

Diálogos: O sexo no casamento - os homens 

André Soares & Ana Souza

13/09/2019

Falta de sexo no casamento: 5 sinais que você pode estar precisando de ajuda
Ana: André, por que os maridos traem a suas esposas? Simples assim.
André: Certa feita perguntaram ao magistral dramaturgo Nelson Rodrigues se ele realmente havia dito que “toda mulher gosta de apanhar”. Do alto de sua voz rouca e grave, Nelson Rodrigues fez uma pausa prolongada, fitou firmemente seu interlocutor, e respondeu em alto e bom tom: “Eu não disse que toda mulher gosta de apanhar. Só as normais.” Portanto, respondo sua pergunta parafraseando Nelson Rodrigues, que provavelmente te responderia: “Eu não diria que todos os maridos traem suas esposas. Só os normais.” (Risos).
A traição é o pior e mais grave crime cometido contra o amor e a lealdade que existe na face da terra. Nenhum mal ao espírito é pior do que a traição. E a traição conjugal na atualidade é um crime hediondo que vem sendo cometido igualmente pela imensa maioria dos cônjuges – maridos e esposas; e os motivos são inúmeros. Significa que teremos que tratá-los um a um. Portanto, quanto aos homens, sugiro começarmos pelo que considero ser o principal deles, o qual certamente Nelson Rodrigues denominaria de “embagulhamento” feminino.
Ana: O que é “embagulhamento” feminino?
André: O “embagulhamento” feminino é um complexo transtorno deletério inerente à natureza feminina, que acomete a maioria das mulheres, originário de intrincados mecanismos psicológicos. Toda mulher sabe a verdade inexorável que o máximo poder feminino está na beleza do seu corpo, não de suas ideias. Outra verdade inexorável é que, se os homens têm obsessão pelas mulheres; as mulheres, por sua vez, têm obsessão pelo casamento, no qual os homens são apenas meros coadjuvantes. E para alcançarem seu objetivo maior que é o matrimônio as mulheres não medem esforços para se tornarem as mais belas, especialmente quanto à sua estética corporal. Afinal, se as mulheres sabem muito bem que são escravas do amor, elas sabem melhor ainda que os homens são escravos do sexo. E como as mulheres também sabem que os homens são sexualmente atraídos pela estética corporal feminina, evidentemente também sabem que caberá às mulheres mais “gostosas” conquistarem os homens provedores mais privilegiados “testosterona-dependentes" idiotas quaisquer.
Todavia, uma vez conquistado seu maior objetivo de vida que é o casamento, a maioria das mulheres perde a motivação por desfrutar de uma estética corporal sexualmente privilegiada. Afinal, como sua missão de vida está cumprida, não há mais sentido em lutar por ela. E como para as mulheres há coisas mais prazerosas que o sexo, a maioria delas prefere se extasiar em prazer comendo suas preferências gastronômicas, do que transando com seus maridos.
Por tudo isso, é mera questão de tempo para que aquelas esbeltas esposas recém-casadas se transformem rapidamente em gordas e obesas esposas, num processo progressivo e deliberado de “embagulhamento” estético corporal, o que é fatidicamente “brochante” sexualmente para seus maridos arrependidos.
Qual a melhor alternativa que lhes resta fazer sexualmente, então?
Ana: E por que, já que estão com seus bagulhos e arrependidos, não vão embora para conquistarem e serem felizes com novas gostosonas?
André: Basicamente, por dois motivos. O primeiro é porque a maioria desses casamentos tem filhos, bem como as respectivas esposas “embagulhadas” não tem independência econômica, sendo consequentemente dependentes financeiramente de seus maridos. Portanto, o divórcio nesses casos demandará um ônus financeiro significativo ao marido, que terá que arcar provavelmente com duas pensões: para os filhos e a ex-esposa.  Consequentemente, a maioria desses maridos não tem outra alternativa financeira que não seja se acomodar num casamento sexualmente fracassado.
O segundo motivo é que há outra máxima inexorável que rege os matrimônios que diz: “todos os casais se merecem” – em tudo que há de melhor e pior no casamento. Assim, a maioria dos maridos de esposas “embagulhadas” também são “embagulhados”. Portanto, eles permanecem num casamento sexualmente fracassado porque são homens fracassados também, e incapazes de conquistar esposas “gostosonas”.
Ana: Que inferno! Ou seja, as gordinhas ou as embagulhadas só têm a chance de se relacionarem e se casarem com fracassados?
André: A não ser que elas sejam muito ricas ou famosas. Porque nesses casos não faltarão homens que se relacionarão sexualmente e até se casarão com elas, mas que estarão verdadeiramente interessados apenas em se beneficiar ao máximo do seu dinheiro e fama. E mesmo durante estes relacionamentos, que certamente são breves, elas estarão sendo traídas por eles com o máximo de “gostosas” que puderem.
Ana: Entendo! Então, se algum dia um homem disser para uma mulher que a ama, ela só poderá considerar como verdade, se for uma mulher gostosa?
André: Excelente pergunta! É claro que os seres humanos são capazes de amar as pessoas indistintamente. Portanto, um marido pode perfeitamente amar sua esposa “embagulhada” por toda a vida. Mas certamente ele a amaria ainda mais se ela fosse “gostosa”. Porque, se assim fosse, muito provavelmente seu casamento teria grandes chances de não ser sexualmente fracassado.
Ana: Ou os homens nunca amam? E só querem transar o tempo todo?
André: Devemos falar sobre o Amor em outra oportunidade porque homens e mulheres amam de formas diferentes, e porque o binômio Amor & Sexo é de extrema complexidade. Contudo, outra verdade inexorável crucial é saber que se uma mulher tiver os mais notáveis atributos possíveis, mas não for “gostosa” – então está fora do perfil da mulher ideal para o universo dos homens. Trata-se de um determinismo da natureza masculina, presente em todas as espécies do planeta, que faz do sexo o único e especial atrativo feminino que desperta o real interesse de homens e machos por mulheres e fêmeas. E repito, as mulheres sabem muitíssimo bem que os homens são escravos do sexo.
Ana: Pra finalizar então, por que esses homens casam-se, ao invés de se deleitarem "eternamente" enquanto conseguirem?
André: Está preparada para uma pergunta extremamente perturbadora sobre a sexualidade dos homens, e que consequentemente deve ser respondida apenas e exclusivamente sob a ótica masculina? Então, que prossiga nessa leitura apenas aqueles que responderem “sim”.
Pergunta: Por que um homem assumiria num casamento o compromisso de se relacionar sexualmente exclusivamente e por toda a vida com uma única mulher, quando ele pode desfrutar desse privilégio com várias mulheres “gostosas”?
A resposta a essa pergunta é complexa. E para desvelá-la é necessário distinguir as duas categorias existentes de homens: os raríssimos e nobres “homens-diamante”, e a esmagadora maioria dos medíocres “homens-cascalho”.
A esmagadora maioria dos medíocres “homens-cascalho”, que representa a imensa maioria dos casamentos falidos, se casa porque o casamento se tornou para eles a sua única alternativa de satisfação sexual, porquanto se convenceram definitivamente que o seu desejo de se deleitarem "eternamente" com as “gostosas” não é realidade - é apenas sonho. Ponto final. Portanto, trata-se de casamentos fracassados originalmente.
Contudo, a realidade sexual dos raríssimos e nobres “homens-diamante” é completamente oposta. Porque, nesta condição, eles verdadeiramente podem se deleitar sexualmente "eternamente" e futilmente com as mulheres “gostosas”. Mas o que eles realmente fazem é lutar pela sorte de vivenciar em suas vidas o raríssimo eclipse de encontrar o amor verdadeiro de uma “mulher-diamante”. E se isso acontecer, nada vencerá o amor e a paixão desses raríssimos casais, que lutarão e serão felizes juntos e plenamente, por toda vida.
Meu conselho às “mulheres-diamante”: se a sorte lhe aprouver, comemore e dê sua própria vida para eternizar o seu eclipse com um “homem-diamante”.
Ana Souza é Bacharel em Administração; MBA em Gerenciamento Estratégico de  Projetos; ​​Mestrando em Administração.
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Diálogos: O sexo no casamento - as mulheres

 

Diálogos: O sexo no casamento - as mulheres 

André Soares & Ana Souza

12/09/2019

Falta de sexo no casamento: 5 sinais que você pode estar precisando de ajuda
André: Ana, sobre a problemática do sexo no casamento, a que você atribui a progressiva e generalizada falência do sexo prazeroso que ocorre na imensa maioria dos matrimônios?
Ana: Podemos atribuir a inúmeros fatores conjugais. Mas, com intuito de seguirmos uma linha objetiva, considero importante escolhermos um desses fatores e tentarmos aprofundá-lo.
André: Exatamente. O que sugere?
Ana: Geralmente as pessoas se casam já com a questão sexual falida. No entanto, consideremos que não, principalmente hoje em dia, em que "casar", entre os jovens, é muito "fácil". Depois que o casamento acontece, geralmente as mulheres passam a se preocupar muito com seus maridos e demasiadamente pouco com a sua liberdade pessoal. Essa é uma das inúmeras abordagens que sugiro. Podemos seguir adiante?
André: Por favor! Continue com sua abordagem!
Ana:  As mulheres passam a acreditar que o marido é algo que se possui, que se detém, e isso é totalmente inconsciente por parte delas. Portanto, essa postura não acontece por maldade ou falta de amor das mulheres, mas sim pelo fato de que elas querem que tudo dê certo na sua nova vida conjugal, e por isso acham que devem ter o controle. É necessário que se saiba de tudo, que se pergunte tudo, que haja o absoluto "domínio" do seu novo "patrimônio".
André: Ana, mas por que as mulheres se comportam assim?
Ana: Inconscientemente e erroneamente as esposas acham que isto é garantia de sucesso. Controlar o parceiro é algo que inevitavelmente destrói qualquer tipo de inteligência emocional dentro de uma relação.
André: Você poderia nos dar um exemplo?
Ana: Sim. O horário de se chegar em casa, depois de um dia de trabalho cansativo, por exemplo, é primordial para o sucesso inicial de um casamento. Não se pode atrasar, ou não se pode ter nenhuma reunião fora do horário, porque isso compromete “o jantar” que a esposa quer servir pontualmente e, principalmente, compromete a credibilidade do marido. E é nessa hora de fato e em geral que os maridos passam realmente a produzir mais no trabalho porque, inevitavelmente, o homem quer desempenhar seu papel de provedor. Mas trabalhar mais, neste momento inicial de um casamento, é um fracasso. Demonstra desinteresse. As coisas já não são como eram antes!
André: E como a mulher normalmente reage a essa situação?
Ana: A esposa então, ao invés de realmente dominar a situação e preocupar-se de fato com a saúde do seu casamento, começa a criar inúmeras pressões conjugais que obrigam seus parceiros a mentirem. Fica claro que entre o casal existe um imenso despreparo emocional, principalmente por falta de maturidade e de sabedoria sobre o que é uma vida a dois de sucesso. Com a primeira mentira descoberta, vem a certeza da desconfiança de uma vida. Todo o pra trás da relação passa a ser duvidoso.
André: Podemos entender então que a partir daí, começa de fato a falência do sexo no casamento?
Ana: Na verdade, essa falência sexual se agrava ainda mais porque a mulher, ao invés de tornar-se mais interessante para si própria, priorizando a sua liberdade emocional e existencial, desenvolve uma atmosfera de fantasias e ilusões descabidas e prejudiciais para o convívio conjugal. A relação familiar baseia-se, a partir de então, no medo, incertezas e conflitos internos. Esse contexto de desarmonia sugere o desinteresse de ambas as partes. A esposa não quer se relacionar com o marido "mentiroso". O marido por sua vez, não tem ideia de como reverter a favor do casamento essa situação inóspita.
André: Imagino que a essa altura a felicidade conjugal e sexual no casamento já estão seriamente comprometidas.
Ana: E a tendência é que tudo ainda piore, porque o homem passa a se sujeitar a todas as exigências da esposa com objetivo de agradá-la ou evitar conflitos, além de continuar mentindo. E isto, naturalmente, o torna desinteressante. Porque de alguma forma a mulher passou a ter o "domínio ilusório" da situação. Mas não salvou seu tão desejado casamento. Ele passa a fazer, angustiadamente, aquilo que é necessário ser feito, mas sem o menor interesse de alma. E, quando não se tem prazer em fazer algo que se faz, então não há entrega, não há sentido, não há harmonia.
André: Como fica então a estrutura psicológica dos cônjuges?
Ana: O homem então perde seu estímulo de conquista, de sexualidade, de fantasia, de sensualidade. As mulheres reclamam que os maridos não tem mais interesse sexual nelas e por sua vez elas também não o tem, pelo o que eles se tornaram, pelas mentiras e porque agora elas é quem comandam. Só que elas comandam um engodo e não um casamento.
André: Como você sugeriria para se tentar evitar essa infelicidade sexual conjugal?
Ana: Se os homens soubessem se manter intactos, sem a necessidade de mentir, se transmitissem confiança nas suas ações e transparência nas suas atitudes, com coragem e dignidade, esse fracasso seria evitado. Se os homens tivessem o mínimo sequer de tato, de inteligência emocional, ou de sensibilidade íntima para conduzir com sabedoria a situação familiar, talvez eles não precisassem desempenhar o papel de "marionetes falsas" no seu contexto conjugal, tornando-se homens fatalmente desinteresses. E talvez elas não deixariam de ter desejo sexual por eles. E talvez o casamento pudesse dar certo, pelo menos por algum tempo a mais e suficiente, para que ambos pudessem adquirir conhecimento do mínimo necessário para se ter um casamento saudável e com desejo.  
Ana Souza é Bacharel em Administração; MBA em Gerenciamento Estratégico de  Projetos; ​​Mestrando em Administração.
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