O diagnóstico é péssimo e o prognóstico trágico, pois nunca antes na história da humanidade o ser humano esteve tão fragilizado psicológica e emocionalmente, triste, infeliz, perdido, sofrendo, incapacitado e pior, morrendo em decorrência disso. Na atual conjuntura, as pessoas estão sendo vitimadas pelo denominado "o mal do século", que é a epidemia de transtornos mentais, constituída por um coquetel de problemas psicológicos como ansiedades, fobias, estresse, depressão, síndrome do pânico, etc, cuja projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê se tornar até 2030 a patologia mais prevalente no planeta, a frente do câncer e algumas doenças infecciosas. A realidade é grave e se você ainda não teve um desses problemas, fatalmente ainda terá.As pesquisas recentes têm demonstrado a pouca eficiência dos diversos tratamentos contra "o mal do século" e os especialistas ainda não o compreendem plenamente. Contudo, algumas evidências são significativamente reveladoras, como a sua incidência crescente em mulheres, nas classes sociais mais favorecidas e nos povos mais desenvolvidos, a exemplo do Brasil. Por outro lado, não por acaso, a atual era da informação e do conhecimento, tão bem analisada por Alvin Toffler, em sua obra intitulada "The third wave" (a terceira onda), está intrinsecamente relacionada ao "mal do século", suscitando o desvelar de sua genealogia. Porém, vale dizer que essa não é uma descoberta inédita, sendo tão antiga quanto à própria história, pois já foi alardeada à humanidade por alguns poucos filósofos, conquanto tenham sido lançados ao olvido, condenados ao ostracismo, por proclamarem verdades inconvenientes ao consenso geral.Você que está sofrendo (ou que ainda vai sofrer) certamente quer compreender "o mal do século", principalmente para evitá-lo, ou curar-se.Pois, "o mal do século" resulta da insuportável infelicidade das pessoas com suas próprias vidas, percebendo que elas não acontecem como gostariam, vendo seu tempo se esvair e desesperando-se por constatarem que não alcançarão a tão desejada felicidade que tanto sonharam.E não a alcançarão mesmo!Por que?Porque estão no caminho errado, completamente. O pior é que, por não saberem disso, a tragédia se configura, com a humanidade desorientada e aflita persistindo ainda mais no cometimento dos mesmos erros, indo em direção ao caos que, nesse ritmo, talvez ocorra antes da previsão da OMS.Aliás, você sabe qual é o caminho da felicidade?Provavelmente, não sabe. E o que você também provavelmente não sabe é que se as pessoas souberem o verdadeiro caminho da felicidade não terão a coragem de percorrê-lo.Tudo isso serve para evidenciar o paradoxo dos dias atuais no qual, em plena era da informação e do conhecimento em que a humanidade experimenta inúmeras descobertas e avanços científicos, as pessoas nunca souberam tão pouco sobre a vida e sobre si mesmas. E a epidemia do "mal do século" está a demonstrar isso.Porque felicidade e verdade são situações paradoxalmente contraditórias, atuando em contraposição na dinâmica da vida. Mas, também, é a inexorabilidade da vida que nos impõe o dilema de somente viver a felicidade e a verdade separadamente, nunca concomitantemente.Assim, se de um lado a busca da verdade proporciona o máximo poder, do lado contrário está a felicidade. Todavia, está claro que a humanidade optou pelo poder, que a era do conhecimento nos proporciona sobejamente. Mas, em contrapartida, está sofrendo a inevitável epidemia do "mal do século".Se as pessoas querem mudar essa situação e conhecerem o verdadeiro caminho da felicidade precisam saber que ela está na direção oposta. Isto porque a felicidade não está no conhecimento da verdade, mas na total ignorância. Porque só o ignorante é feliz. Para ser feliz é preciso não saber, desconhecer completamente, vivendo no universo onde não há razão, lógica e racionalidade. A ignorância é a única condição em que se alcança e se vive a felicidade.É por isso que os apaixonados são felizes. Porque estão enlouquecidos de amor, de êxtase e prazer; dominados pela fatídica ignorância da loucura de amar, desafiando o limiar da própria vida. É por isso que os apaixonados são corajosos, não têm medo, lutam bravamente e morrem por suas paixões. Os apaixonados são felizes porque vivem a ignorância. E é por isso que só os ignorantes conseguem se apaixonar.Viver a vida é decidir um dilema, que consiste em ter que escolher entre alternativas que demandam sempre um ônus fatídico.Pessoas como você que está sofrendo (ou que ainda vai sofrer) estão vivendo "o mal do século" porque acreditam em solucionar esse dilema sem sofrimento. E é por isso que estão sofrendo.Então, não tem solução?É claro que tem!Porque a excelente notícia é que tudo tem solução.Afinal, são pessoas como você que está sofrendo (ou que ainda vai sofrer) que são categóricas em afirmar que até a morte tem solução, não é mesmo? Então, sendo assim, tudo tem solução.Contudo, se você não a encontrar, aceite uma sugestão e seja protagonista da sua própria vida, construindo a sua história por você mesmo. Pois, na pior hipótese, é ainda preferível errar por suas decisões que pela influência alheia.Vivendo assim, certamente você irá sofrer - e muito. Mas, se tiver inteligência e coragem, conseguirá alcançar a verdade libertadora e o poder de fazer a sua vida acontecer; vivenciando a felicidade arrebatadora, pela sabedoria da ignorância de saber se apaixonar. Por fim, você também se regozijará pelo esplendor de sua vida breve e que passará num olhar, ao contrário de se arrepender pelo desperdício de ter vivido em vão.
sábado, 30 de julho de 2011
Você que está sofrendo (ou que ainda vai sofrer)
terça-feira, 26 de julho de 2011
O mal do século
Paloma Oliveto
Rebeca Ramos
Quando considerado um período de 12 meses seguidos, o Brasil lidera, entre os países em desenvolvimento, o ranking mundial de prevalência da depressão: 18% da população que participou da pesquisa estava deprimida há pelo menos um ano. Os dados brasileiros foram retirados do São Paulo Megacity, um estudo do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo que avaliou a prevalência de distúrbios psiquiátricos na região metropolitana da cidade, baseado em 5.037 entrevistas.
“O episódio depressivo maior é uma preocupação significativa para a saúde pública em todas as regiões do mundo. Esse é um distúrbio sério e recorrente, ligado a morbidades médicas, à mortalidade e à diminuição da qualidade de vida”, alertam, no estudo, os autores, todos eles colaboradores das pesquisas mundiais da OMS. “A organização projeta que, em 2020, a depressão será a segunda maior causa de incapacitação no mundo.”
De acordo com a psiquiatra Susan Abram, da Universidade da Carolina do Norte, estudos epidemiológicos são importantes porque trazem o assunto à tona e estimulam o debate sobre a doença. “É preciso educar melhor as pessoas a respeito da depressão e de outros distúrbios de humor. Depressão não é tristeza, é uma doença desafiadora, com taxas de mortalidade maiores que 30%”, diz. A professora adjunta do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo Maria Carmen Viana denuncia que “existe uma desassistência à saúde mental dentro da saúde pública”, e acredita que a divulgação de dados como esses deve servir de alerta a um país. Ao lado de Laura Helena Andrade, da USP, Maria Carmen é a representante no Brasil do grupo de pesquisas de saúde mental da OMS.
A servidora pública Bety*, 46 anos, sofreu com a falta de esclarecimento sobre um mal que a atormenta desde os 14. Na adolescência, ela chegou a ficar internada, mas só aos 28 foi diagnosticada corretamente e, de fato, tratada. “Antes disso, eu fazia terapia e não descobria o porquê de me sentir sempre daquela forma”, conta Bety, que toma medicamentos para dormir, um para ansiedade e outro específico para depressão. “Quando fico em crise, sinto que estou em um palco com as cortinas fechadas. O dia pode estar lindo, mas eu não consigo ver beleza em nada”, descreve.
Já o especialista em informática Fábio, 32 anos, não enfrenta problemas sérios com a depressão desde 2005, quando aliou o uso de medicamentos prescritos à psicoterapia. “Sou outra pessoa. Tomo remédios e não sinto mais aquela dor perturbadora causada pelo cansaço”, conta. Desde criança, Fábio chorava aparentemente sem motivos, se isolava e parecia muito triste, comparado a outras crianças. “Eu passei dois anos fazendo um tratamento que não mudou em nada o quadro da minha depressão”, recorda. Sentido-se profundamente cansado e com crises nervosas que considera acima do normal, ele procurou pela terapia e, enfim, melhorou.
Diferenças
O estudo epidemiológico, realizado sobre dados de 89 mil indivíduos ajustados à população global, encontrou diferenças na incidência da depressão entre os países desenvolvidos e aqueles pobres ou em desenvolvimento. Também houve variações, dependendo do statuas social, do nível de escolaridade e do estado civil. Mas, para os autores, é preciso investigar melhor a relação dos fatores sociodemográficos e a prevalência do distúrbio psiquiátrico, pois, mesmo dentro de um determinado grupo — países ricos ou pessoas separadas, por exemplo —, o padrão variou bastante.
Os autores descobriram que o nível social afeta a incidência da depressão de formas diferentes. Nos países desenvolvidos, os mais pobres apresentavam um risco aproximadamente duas vezes maior de ter a doença. Já nos países em desenvolvimento, não houve diferenças significativas. “As descobertas nos países asiáticos foram mais complexas”, diz o artigo. Na Índia, aqueles com poucos anos de estudo tinham 14 vezes mais chances de ter depressão. No Japão e na China, porém, um padrão inverso foi encontrado: quanto mais anos de educação formal, mais deprimidas eram as pessoas. O mesmo ocorreu em relação ao estado civil. Enquanto que na maioria dos países o fato de estar separado ou divorciado aumentava o risco da depressão, em outros não fazia qualquer diferença.
De acordo com Maria Carmen Viana, as metodologias que investigam a prevalência da depressão foram criadas tendo o Ocidente como referência. Ela explica que em países asiáticos e africanos, os indivíduos podem ter representações sintomáticas diferentes, o que explicaria a baixa prevalência, nesses locais, de episódios depressivos.
O Brasil, embora considerado em desenvolvimento, apresentou índices semelhantes aos do Primeiro Mundo. Maria Carmen Viana afirma que não é possível dizer com certeza os motivos de a prevalência ter sido mais próxima à dos Estados Unidos do que à da Colômbia, por exemplo. Ela lembra, contudo, que a amostra anexada à compilação da OMS representa a população da região metropolitana de São Paulo, e não do país inteiro. “Tínhamos um projeto para investigar o Brasil todo, mas não conseguimos financiamento”, lamenta. “São Paulo tem um perfil diferente, com uma população grande de migrantes, índices maiores de violência e não tem praticamente regiões rurais”, afirma a psiquiatra.
Para Maria Carmen, o fato de o estado ser o mais rico do país, com características semelhantes às de nações desenvolvidas, como melhor nível educacional e forte carga de estresse, não faz de São Paulo uma unidade da Federação mais parecida com nações desenvolvidas do que com o restante do Brasil. “Lá também há muitos bolsões de pobreza”, diz. Para esmiuçar os dados, seriam necessárias pesquisas mais complexas, mas a falta de financiamento no país pode deixar a questão sem resposta.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Decifrar pessoas – as mulheres
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Brasil – o melhor país do mundo!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Agentes Secretos II - Sozinho
É!
Doer, sempre dói.
E a cicatriz fica.
É a marca registrada da vida.
Da morte, só restam tristezas.
De um amor, só restam lembranças.
É à noite.
Deitado na cama.
Com os olhos abertos no escuro.
Nos lábios se esconde um sorriso.
Que se afoga em lágrimas de um pranto.
Choro a angústia dessas noites.
Mas, talvez chore a tristeza de ser só.
Não que me falte amor e carinho.
Mas, por suportar a cruz de ser sozinho.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Quando a Justiça fortalece a democracia
sábado, 18 de junho de 2011
As Forças Armadas brasileiras
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Descriminalização e liberalização das drogas no Brasil
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Mitos e verdades sobre a atividade de inteligência no Brasil
Pubicado no Jornal do Brasil - 15/06/2011
Muitas pessoas têm interesse pela denominada atividade de inteligência, influenciadas principalmente pelas histórias e filmes de espionagem. Particularmente no Brasil, há dificuldades intransponíveis em se obter informações fidedignas sobre esse ofício, em razão da desinformação produzida pelos órgãos oficiais. Significa não haver credibilidade nessas versões, razão pela qual a sociedade brasileira precisa conhecer a verdade sobre essa realidade, para o pleno exercício da cidadania e para que os brasileiros não comprometam suas vidas investindo nessa obscuridade, inadvertidamente.Sobre a história da Inteligência de Estado no Brasil, o Serviço Nacional de Informações (SNI), criado em 1967, foi o único e breve suspiro auspicioso. Até degenerar-se e sucumbir. Sua sucedânea, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), foi criada pela lei 9883, de 07 de dezembro de 1999, predestinada aos mesmos desígnios do SNI. Assim, seu inevitável destino conduziu o Brasil à maior e pior crise institucional de inteligência que vivenciamos na atualidade, desvelada em 2008 no festival de clandestinidades protagonizadas pela ABIN na Operação Satiagraha, recentemente condenadas em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).Financeiramente, a atividade de inteligência não é lucrativa em nenhum lugar do mundo. E qualquer notícia de empresa ou empresário milionário nesse ramo, certamente não será o que parece. O ingresso em serviços de inteligência no Brasil pode ser realizado na ABIN, por concurso público; ou nas instituições públicas mais tradicionais, por indicação política. No segundo caso, é importante ressaltar que há raras estruturas de inteligência eficientes no país e as melhores estão nas forças armadas.Contudo, a principal motivação por essa atividade é o desejo de ser agente secreto. Nesse mister, a boa notícia é que agentes secretos existem de fato. A má é que o Brasil não os possui em seus serviços de inteligência. Essa é perfídia plantada no seio da sociedade, enganando muitos jovens brasileiros, homens e mulheres, incitados ao concurso público para ingresso na ABIN, esperançosos de viver uma carreira profissional de agentes secretos. Portanto, a melhor garantia e possibilidade que há em integrar os quadros de serviços de inteligência no Brasil é a de se tornar um excelente servidor público burocrata.Enfatiza-se que a atividade de inteligência não é profissão reconhecida oficialmente no país, estando muito aquém de alcançar o mérito dessa condição. Porque, principalmente, não há arcabouço de expertise própria consolidada e validada cientificamente no Brasil, cujo diletantismo com que é exercida é uma das causas da atual crise nacional.Não por acaso, a verdade que nossos governantes não revelam é que os conhecimentos provenientes da inteligência nacional são majoritariamente de baixa credibilidade. Essa situação é agravada pela sua desorientação e falta de identidade, produzindo informações de mesma natureza e em duplicidade com as instituições legitimamente competentes, em sobreposição e interferência indevidas.Tal impropriedade decorre do grave atentado contra o estado, cometido por nossas autoridades públicas, contrariando a verdade inconteste que a atividade-fim da Inteligência de Estado é expertise operacional do sigilo. Esta é atividade afeta à ação e emprego dos agentes secretos, constituindo-se na única razão de ser e existir dos serviços de inteligência, em todo o mundo. Infelizmente, o que há no país é uma legião de arapongas e agentes clandestinos, os quais são muitas vezes forjados em nossas organizações de inteligência.A gravidade da conjuntura atual é ainda mais alarmante porque como a ABIN é o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) sua ascendência e influência sobre as demais estruturas de inteligência nacionais são inescapáveis, generalizando a ineficiência institucional dessa atividade. Ressalta-se o total descontrole do estado brasileiro sobre a atuação dos órgãos de inteligência nacionais, os quais constituem uma "caixa-preta" invencível, dominada pela obscura e autofágica “comunidade de inteligência”, cuja fúria nossos governantes temem desafiar. O cenário prospectivo é pessimista porque o Brasil não possui há décadas uma Política Nacional de Inteligência e as autoridades nacionais demonstram sobejamente a incapacidade de salvar o país desse lamentável estado de coisas a que chegou a Inteligência de Estado nacional.
Sigilo eterno é inconstitucional, diz Gurgel
| Folha de São Paulo | ||
| Procurador-geral indica que recorrerá ao STF caso o Senado mantenha o segredo sobre documentos históricos O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, indicou ontem que recorrerá ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso o Senado mantenha o sigilo eterno sobre documentos oficiais. | ||
Governo demite araponga suspeito
Público e privado O araponga é natural de Mato Grosso, andou gastando demais em Brasília e é acusado de misturar dinheiro pessoal com o de serviço.
Ruim a gente esconde O general José Elito mantém sigilo sobre o caso do araponga demitido dizendo atender a uma orientação da Controladoria-Geral da União.
Lorota do GSI A CGU informou que processos administrativos disciplinares são reservados apenas em sua fase de instrução, até o julgamento.
terça-feira, 14 de junho de 2011
A Abin e a Satiagraha
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Maus presságios para o Brasil
Artigo de André Soares - 13/06/2011
Ela não está feliz
Que ela não está feliz é mais que evidente.
Não se trata de uma constatação episódica, mas permanente. Principalmente, porque ela não está feliz, quando mais deveria estar. Pois, ela está vivendo a vitória pessoal de toda a sua vida, conquistada com muito sangue derramado em décadas de luta política no Brasil.
E isso é preocupante porque significa que algo não vai bem com ela.
E se algo não vai bem com ela, significa que é ruim também para o Brasil.


