domingo, 17 de fevereiro de 2013

EVENTOS DE INTELIGÊNCIA OPERACIONAL EM BRASÍLIA



EVENTOS DE INTELIGÊNCIA OPERACIONAL EM BRASÍLIA
Prezados amigos,
Lamentamos informar que, em razão do falecimento do Patriarca de Inteligência Operacional, os eventos previstos para serem realizados em Brasília, em 28/02/2013 e 01/03/2013, foram temporariamente suspensos e serão realizados futuramente em novas datas, a serem informadas posteriormente.
Em caso de dúvidas, contate-nos:
Atenciosamente,
Inteligência Operacional


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

EM MEMÓRIA



EM MEMÓRIA 

Inteligência Operacional agradece as manifestações de luto e solidareidade dos seus amigos, pelo falecimento do seu Patriarca.
Das inúmeras virtudes que possuia a que melhor lhe caracteriza é o Exemplo. Porque sua conduta foi exemplar em tudo, construindo a sua história exclusivamente pelo seu mérito pessoal.
Aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo aprenderam a admirá-lo pela força do seu caráter digno e a amá-lo pela beleza do seu espírito.
Sua memória estará eternizada na lembrança da sua coragem moral, da sua personalidade de combatente, nos ensinamentos de sua sabedoria e pelo inestimável legado que edificou, lutando e sacrificando-se silentemente em prol da Legalidade e da Ética, razão pela qual ele é o Patriarca de Inteligência Operacional.
(André Soares - Diretor presidente de Inteligência Operacional)



sábado, 9 de fevereiro de 2013

Até no quartel, general?



NO GOVERNO -- A presidente Dilma Rousseff determinou ao general Enzo Peri, que apurasse com rigor e celeridade as denúncias de corrupção na Força
NO GOVERNO -- Dilma Rousseff determinou ao general Enzo Peri, que apurasse com rigor e celeridade as denúncias de corrupção na Força (Foto: Pedro Ladeira / AFP)

HUGO MARQUES
Em junho do ano passado, a presidente Dilma Rousseff lançou um programa bilionário com o objetivo de modernizar o aparelho estatal e, de quebra, estimular a economia, que já caminhava a passos lentos àquela altura. Batizado de PAC Equipamentos, esse pacote previa a liberação de 8,4 bilhões de reais para a compra de materiais e maquinário pelos ministérios — incluindo a pasta da Defesa e as forças militares a ela vinculadas, sempre queixosas de um quadro de sucateamento a que estariam submetidas.
Ao contrário do que ocorre em outras modalidades do PAC, o novo projeto saiu do papel. Só o Exército gastou 1,8 bilhão de reais em caminhões, veículos blindados e até lançadores de mísseis. Mas, como é, infelizmente, praxe nas empreitadas civis, a corrupção parece ter encontrado uma brecha na esfera militar.
Oficiais do Exército estão sendo investigados por terem sido acusados de achacar empresários que venceram licitações para fornecer equipamento à força terrestre. Eles teriam exigido propina em troca da assinatura dos contratos. Reproduziram, assim, um modelo de desvio de verba pública que foi consagrado recentemente nos ministérios dos Transportes e do Trabalho.
General Enzo Peri, comandante do Exército, foi intimado a tomar providências, pela presidente (Foto: Gustavo Miranda)
General Enzo Peri, comandante do Exército, foi intimado a tomar providências, pela presidente (Foto: Gustavo Miranda)
Resta saber se, como os ministros demitidos daquelas duas pastas, os oficiais corruptos serão responsabilizados. A presidente Dilma Rousseff já determinou a abertura de uma sindicância para apurar o caso, que está sendo investigado sigilosamente pelo alto-comando do Exército.
O PAC Equipamentos entrou na mira dos corruptos tão logo anunciado. Em novembro do ano passado, a empresária Iracele Mascarello, dona do Grupo Mascarello, fabricante de ônibus do Paraná, procurou o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e lhe contou que tinha vencido uma licitação para vender 65 ônibus, por 17,8 milhões de reais, ao Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), o grupamento que cuida da segurança pessoal do presidente da República.
Iracele disse ao senador que, às vésperas da assinatura do contrato, oficiais do Exército exigiram propina para formalizá-lo. Caso contrário, nada feito. É a velha máxima de criar dificuldade para vender facilidade. A proposta foi feita ao representante da empresa em Brasília, Ivan Paiva, que se reuniu com os achacadores, duas vezes, em restaurantes da capital. “Prefiro não assinar esse contrato”, disse Iracele ao ser consultada pelo subordinado. Depois, relatou a história a Requião. “Senador, entramos numa concorrência da Guarda Presidencial para vender ônibus, ganhamos a concorrência, mas um oficial falou que só nos classifica se pagarmos comissão, propina.”
Requião, que, quando era governador, assinou contratos com a Mascarello e, portanto, conhecia a empresária, levou o caso adiante. O senador contatou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que é filho de general e irmão de coronel, e narrou-lhe a tentativa de achaque perpetrada por oficiais contra a empresa paranaense.
Forte Apache Esse é o apelido do Q.G. do Exército em Brasília: uma sindicância apura se os selvagens da corrupção conseguiram furar as defesas e estão operando ali dentro. Seria um choque para a instituição mais admirada e respeitada do Brasil
FORTE APACHE -- Esse é o apelido do Q.G. do Exército em Brasília: uma sindicância apura se os selvagens da corrupção conseguiram furar as defesas e estão operando ali dentro. Seria um choque para a instituição mais admirada e respeitada do Brasil (Foto: Cristiano Mariz)
O ministro repassou a denúncia ao comandante do Exército, general Enzo Peri, e à presidente da República. Dilma — que já demitiu sete ministros acusados de corrupção e tráfico de influência — determinou a abertura imediata de uma sindicância: “Eu vou dar doze horas para o Comando do Exército resolver isso”. Depois da intervenção presidencial, a denúncia começou a ser apurada, e o contrato do Exército com a Mascarello foi assinado.
“A citada sindicância se encontra em curso e, até o presente momento, não há como comprovar a ocorrência de propina no referido processo”, diz o Comando do Exército em nota. “Registre-se que o processo licitatório já foi concluído, e a empresa representada pelo denunciante contemplada na forma do que está previsto nas normas vigentes.” De início, o governo aventou a possibilidade de a denúncia ser falsa, um instrumento de pressão para acelerar a assinatura do contrato, ou, na pior das hipóteses, um caso isolado. Antes fosse.
Os oficiais corruptos atuavam de forma ostensiva e tentaram extorquir outras empresas. Caso de um empresário de Brasília. Durante um leilão para a compra de caminhões, em outubro do ano passado, esse empresário foi procurado por oficiais do Exército para pagar 5% de comissão. Como não aceitou, disse ter sido desclassificado do pregão, em que um dos itens era a compra de 125 caminhões-guincho, negócio estimado em 60 milhões de reais.
Com medo, o empresário afirma que não denunciou nem denunciará os integrantes do esquema de corrupção. Ele conta que tem outros negócios com o governo e teme ser prejudicado: “Quem não paga propina não leva. Os militares arrumam uma forma de desclassificar a empresa”. A exclusão por esse tipo de critério, como se sabe, encarece a negociação, já que o preço dos equipamentos acaba incluindo o “custo-propina” — que, no fim das contas, sai do bolso do contribuinte. Exemplo: um caminhão-guincho que custou ao Exército 485 000 reais poderia ser comprado por 443 000 reais se a compra tivesse seguido os trâmites corretos.
Uma diferença modesta, na casa do milhar, mas que, quando multiplicada pela quantidade de unidades compradas, transforma-se em milhões de reais. Se aplicada ao total gasto pelo Exército no âmbito do PAC Equipamentos, a propina de 5% renderia 90 milhões de reais aos achacadores de farda.
A investigação vai esclarecer se os militares estrelados agiam sozinhos ou se tinham cobertura dos superiores. Cada pregão é acompanhado por três militares, que se reportam aos chefes sobre o andamento das compras. “Algumas pessoas no Comando do Exército estavam distorcendo a situação. A gente louva a presidente Dilma, que está fortalecendo a empresa nacional. Não tendo esse tipo de coisa, fortalece todo mundo”, disse Antonino Duzanowski, diretor da Mascarello.
“Um oficial disse que só nos classificariam se pagássemos comissão, propina.” Iracele Mascarello, dona da Mascarello
“Um oficial disse que só nos classificariam se pagássemos comissão, propina.” Iracele Mascarello, dona da Mascarello (Foto: Mauro Frasson)
Desde o governo Lula, o Exército tem um papel importante no PAC. O ex-presidente convocava unidades de engenharia militar para executar obras rodoviárias quando as empreiteiras atrasavam os projetos — seja por disputas entre elas, seja para pressionar a União a pagar mais pelo serviço. Em repetidas pesquisas de opinião, o Exército aparece como a instituição mais admirada e respeitada do Brasil. Não se pode permitir que a ação de alguns oficiais gananciosos atinja a imagem do Exército. No ano passado, a Força gastou 2,6 bilhões de reais, dos quais 1,8 bilhão do PAC Equipamentos e 800 milhões de repasses adicionais do Ministério do Planejamento.
A assinatura do contrato de compra de 86 viaturas blindadas Guarani por 240 milhões de reais, em agosto, contou com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do comandante Enzo Peri. Para provar que a corrupção ainda não conseguiu penetrar as defesas morais do Exército, o alto-comando já começou a passar um pente-fino nas mais de 200 licitações feitas nos últimos meses pelos militares.

PUBLICADO NA REVISTA  VEJA
09/02/2013
 às 18:58 \ O País quer Saber

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Palestra "Segurança Institucional" – gratuita



http://www.inteligenciaoperacional.com
A Palestra "Segurança Institucional" será realizada gratuitamente por Inteligência Operacional, na cidade de Brasília/DF, em 01/03/2013


Faça sua solicitação de inscrição e veja demais informações no site em

http://inteligenciaoperacional.com/index.php?option=com_content&view=article&id=358&Itemid=478

Localização: Biblioteca Nacional de Brasília

Palestra "Os novos desafios da Inteligência" – gratuita


Palestra "Os novos desafios da Inteligência" – gratuita


A Palestra "Os novos desafios da Inteligência de Estado no Brasil" será realizada gratuitamente por Inteligência Operacional, na cidade de Brasília/DF, em 01/03/2013


Faça sua solicitação de inscrição e veja demais informações no site em

http://inteligenciaoperacional.com/index.php?option=com_content&view=article&id=358&Itemid=478

Localização: Biblioteca Nacional de Brasília

Curso "Operações de Inteligência" - gratuito


Curso "Operações de Inteligência" - gratuito

O Curso "Operações de Inteligência em Inteligência de Estado - Avançado" será realizado gratuitamente por Inteligência Operacional, na cidade de Brasília/DF, em 28/02/2013


Faça sua solicitação de inscrição e veja demais informações no site em

http://inteligenciaoperacional.com/index.php?option=com_content&view=article&id=358&Itemid=478

Localização: Biblioteca Nacional de Brasília

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O próximo atentado no Brasil

Artigo de André Soares - 17/01/2013


EXPLOSÃO DO FOGUETE BRASILEIRO VLS-1  (22/08/2003)
 
(Explosão do foguete brasileiro VLS-1, no Centro de Lançamento de Alcântara/MA)
(21 técnicos civis falecidos na explosão do foguete brasileiro VLS-1)


Em 2013, comemora-se dez anos de uma tragédia nacional que foi o mais explícito atentado à soberania do estado. Trata-se da explosão do foguete brasileiro VLS-1, no Centro de Lançamento de Alcântara/MA, que além dos incalculáveis prejuízos e do sério comprometimento do estratégico projeto aeroespacial brasileiro, assassinou impunemente 21 cidadãos brasileiros. A verdade proibida é que a versão oficial classifica esse fato como tendo sido um infeliz “acidente”, para encobrir a responsabilidade da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), em sua ineficiência como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Contudo, a realidade é ainda mais grave. Pois, além de ineficiente, a atuação desvirtuada da ABIN foi desvelada em 2008, em suas clandestinidades na Operação “Satiagraha”, condenadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2011, e que serão julgadas brevemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Compreende-se então porque o Brasil está vulnerável e incapaz de antecipar ameaças, como o atentado do “mensalão” em 2005, a mais grave ação criminosa da política brasileira; os ataques terroristas do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006, que dominou todo estado de São Paulo; o caos da aviação brasileira entre 2006 e 2007, que comprometeu a segurança dos voos no país; a onda de ataques do crime organizado no Rio de Janeiro em 2010, que demandou o emprego das forças armadas; só para citar algumas. Cumpre destacar que o Brasil é alvo de diversos serviços secretos estrangeiros, sendo atribuição e responsabilidade precípua da ABIN combatê-los. Entretanto, os mesmos atuam livremente em todo território nacional, principalmente a CIA (EUA), MOSSAD (Israel), BND (Alemanha), DGSE (França) e o serviço secreto chinês, dentre outros.

Enquanto “o que fazer com a ABIN?” continua a ser a única questão que atormenta nossos governantes, a dimensão dessa caótica conjuntura nacional é muito mais abrangente e profunda porquanto hodiernamente o Brasil está sofrendo a pior crise institucional de inteligência de sua história. Para saber isso, basta investigar as clandestinidades da ABIN na Operação “Satiagraha”, ou simplesmente perguntar aos governantes do país “quais são e o que estão fazendo os serviços de inteligência nacionais?” Porque nossos dirigentes não sabem responder, bem como desconhecem absolutamente tudo o que acontece nessas organizações, em razão da inação dos órgãos responsáveis pelo controle da atividade de inteligência no país, como a Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional (CCAI), os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público, os Tribunais de Contas, a Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República (CISET).

Portanto, os desafios são muitos. A começar pela promulgação de uma Política Nacional de Inteligência e de um Plano Nacional de Inteligência, pois a inadmissível inexistência desses instrumentos fomenta o desvirtuamento dessa atividade; a urgente revisão e aperfeiçoamento dos nossos diplomas legais, começando pela equivocada Lei 9883, de 07 de dezembro de 1999, que cria a ABIN e o SISBIN; a estruturação de um legítimo sistema nacional de inteligência, que prime pela ética e legalidade de suas ações, congregando os poderes da república, ministério público e entes federativos; a ruptura da “caixa preta” dos serviços de inteligência, cuja prestação de contas deve submeter-se impiedosamente ao princípio constitucional da publicidade; a total reestruturação da ABIN, governada por uma inescrupulosa “comunidade de inteligência”; e a responsabilização criminal de todos os operadores de inteligência, principalmente dos dirigentes máximos desses serviços, completamente protegidos pela impunidade.

Ao que na verdade estamos assistindo são as manifestações explícitas de uma metástase institucional, por sua degenerescência aquiescida em mais de uma década de inépcia e diletantismo irresponsável de nossas autoridades. O julgamento pelo STF da participação da ABIN na Operação “Satiagraha” é momento histórico que decidirá irreversivelmente o futuro da Inteligência de Estado no país. Que a decisão da suprema corte inspire a inauguração de uma Inteligência nacional eficiente, comprometida com o estado democrático de direito e que salvaguarde o Brasil de adversidades como a explosão do foguete brasileiro VLS-1. Caso contrário, restar-nos-á aguardar o próximo atentado.  

“A Inteligência é um apanágio dos nobres. Confiada a outros, desmorona".
(Coronel Walther Nicolai - 1873/1934 - Chefe do Serviço de Inteligência do Chanceler Bismarck)


sábado, 28 de julho de 2012

SOS - Inteligência nacional

Artigo de André Soares - 24/07/2012
 
 
Uma grave realidade da atual conjuntura nacional é que o Brasil está vulnerável à atuação de organizações clandestinas internacionais, especialmente à ação adversa de serviços de inteligência estrangeiros e grupos terroristas. Isso porque os governantes encobrem da sociedade que a Inteligência de Estado no Brasil está na UTI, em estado gravíssimo, devido à ineficiência e desvirtuamento dos seus serviços secretos. A sociedade brasileira também desconhece que a Inteligência nacional está completamente fora de controle do estado constituído, protagonizando impunemente a gênese de ingentes escândalos, crimes e tragédias, atentatórios ao estado democrático de direito vigente e à soberania nacional. Não por acaso, o Brasil sofre atualmente a eclosão da pior crise institucional de inteligência de sua história, incipientemente revelada no festival de clandestinidades da Operação Satiagraha, em 2008, patrocinadas pela direção-geral e toda a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
“Não imaginei que havia criado um monstro” foram as célebres palavras de arrependimento proferidas pelo General Golbery do Couto e Silva, ante à degenerescência do Serviço Nacional de Informações (SNI), criado pela lei 4.341, de 13 de junho de 1964, do qual foi um dos principais idealizadores, e que culminou com sua extinção no governo Fernando Collor de Melo. Como o presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) não se afastou dos erros passados ressuscitou no Brasil o fantasma do antigo SNI, instituindo no país a ABIN, pela Lei 9883, de 07 de dezembro de 1999, como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Com pouco mais de uma década de existência, a história da ABIN se caracteriza por sua generalizada ineficiência, contaminando todo SISBIN e por uma sucessão de escândalos e crises institucionais de âmbitos nacional e internacional, cujas danosas consequências implicaram a exoneração de vários de seus diretores-gerais.
Se por um lado é incontestável a importância da Inteligência no contexto do estado constituído, no caso brasileiro há muito por fazer e os desafios são muitos. A começar pela promulgação de uma Política Nacional de Inteligência, pois a sua inexistência fomenta o desvirtuamento dessa atividade; a revisão e aperfeiçoamento dos nossos diplomas legais, começando pela embrionária e equivocada Lei 9883, que cria a ABIN; a estruturação de um verdadeiro e legítimo sistema nacional de inteligência, que prime pela ética e legalidade de suas ações, congregando os poderes da república, ministério público e entes federativos; a ruptura da “caixa preta” dos serviços de inteligência nacionais, cuja prestação de contas deve submeter-se impiedosamente ao princípio constitucional da publicidade; a renovação dos cargos de direção da ABIN e SISBIN, dominados pela “comunidade de inteligência”; e a responsabilização direta, funcional e criminal de todos os operadores de inteligência pelo seu desempenho, a começar pelos dirigentes máximos desses serviços.
Nesse mister, vale ressaltar a firme decisão da presidenta Dilma Rousseff ao promulgar a Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011, instaurando a “Comissão da Verdade”, para resgatar o nosso recente passado histórico. Todavia, resta saber se nossa presidenta terá a coragem e a força que faltaram aos seus predecessores para vencer a “comunidade de inteligência” que governa os serviços secretos do país. Porque é do maior interesse nacional que a “Comissão da Verdade” estenda seus trabalhos investigando também as clandestinidades cometidas pela ABIN e o SISBIN, que encobrem verdades proibidas sobre a história do Brasil.
Esta magnânima contribuição seria um alvissareiro momento histórico no país, em seu fortalecimento como estado de direito e engrandecimento como nação democrática. Inaugurar-se-ia, assim, uma nova e eficiente Inteligência nacional, salvaguardando o estado brasileiro de vitimar-se com os crimes protagonizados por serviços secretos nacionais desvirtuados, como na Satiagraha; evitando também que o Brasil volte a sofrer atentados à soberania nacional, como a explosão do foguete brasileiro VLS-1, no Centro de Lançamento de Alcântara/MA, em 2003, que além dos incalculáveis prejuízos causados ao nosso estratégico projeto aeroespacial, assassinou impunemente 21 cidadãos brasileiros.

“A Inteligência é um apanágio dos nobres. Confiada a outros, desmorona".
 (Coronel Walther Nicolai - 1873/1934 - Chefe do Serviço de Inteligência do Chanceler Bismarck)


 


sábado, 21 de abril de 2012

Curso "Operações de Inteligência em Inteligência de Estado - Avançado"

Cursos presenciais
 
 
 
 

Cursos - a partir de julho de 2012
Agenda
Inteligência Operacional é a única entidade a realizar curso sobre "Operações de Inteligência" no Brasil
 
Informações sobre o curso
Data
06 de julho de 2012 (sexta-feira) (das 0800h às 1800h)
Está incluído:
  1. Curso Operações de Inteligência em Inteligência de Estado - online;
  2. Curso A Tríade da Inteligência - online;
  3. Livro Operações de Inteligência - Aspectos do emprego das operações sigilosas no estado democrático de direito.
  4. Livro A Tríade da Inteligência;
  5. Livro Serviços Secretos - A Atividade de Inteligência de Segurança Pública no século XX.
  6. Livro Fundamentos do Tiro Operacional - Como melhorar a sua eficiência e precisão no tiro em condições de estresse;
  7. Revista Inteligência Operacional nr. 3;
  8. Revista Inteligência Operacional nr. 2.
Preço:
  1. R$ 500,00
  2. R$ 450,00 - Desconto 10% (pagamento à vista) 
Descontos especiais (somente para pagamento à vista)
  1. Concludentes do curso "Operações de Inteligência - online": 20% (vinte por cento) - R$ 400,00
  2. Estudantes (veja condições): 20% (vinte por cento) - R$ 400,00
  3. "Amigos de André Soares no Facebook": 20% (vinte por cento) - R$ 400,00
 
 
Curso "Entrevista Operacional - Avançado"
Inteligência Operacional é a única entidade e certificar curso sobre "Entrevista Operacional" no Brasil
 
Data
13 de julho de 2012 (sexta-feira) (das 0800h às 1800h)
Está incluído:
  1. Curso Entrevista Operacional - online;
  2. Curso A Tríade da Inteligência - online;
  3. Livro Entrevista Operacional - A entrevista da vida real.
  4. Livro A Tríade da Inteligência;
  5. Revista Inteligência Operacional nr. 3;
  6. Revista Inteligência Operacional nr. 2.
Preço:
  1. R$ 400,00
  2. R$ 360,00 - Desconto 10% (pagamento à vista) 
Descontos especiais (somente para pagamento à vista)
  1. Concludentes do curso "Entrevista Operacional - online": 20% (vinte por cento) - R$ 320,00
  2. Estudantes (veja condições): 20% (vinte por cento) - R$ 320,00
  3. "Amigos de André Soares no Facebook": 20% (vinte por cento) - R$ 320,00
 
Localização
IBS - Fundação Getúlio Vargas
  • Endereço: Av Prudente de Morais, 444 - Cidade Jardim, 30380-000, Belo Horizonte/MG
  • proximidade de hotéis, estacionamentos, restaurantes e linhas de ônbus
Hotéis próximos
  • Mercure Lourdes - 31 3298 - 4101; Avenida do Contorno, 7315 - Lourdes
  • San Francisco - 31 3330 - 5600; Avenida Álvares Cabral, 967 - Lourdes
  • BH Plaza - 31 3247 - 470; Rua Timbiras, 1660 - Lourdes
  • San Diego Suítes - 31 3339 - 3000; Avenida Álvares Cabral, 1181 - Lourdes
  • Niágara Flat BH - 31 3515 - 8000; Rua Timbiras, 3135 - Santo Agostinho
Informações

 A realização dos referidos cursos está condicionada a um número mínimo de participantes (alunos). Caso, enventualmente, o número mínino de alunos não seja alcançado serão oferecidas à escolha dos participantes inscritos outras alternativas de cursos, ou opções de sua realização, em outras datas. Caso não seja aceita qualquer das opções oferecidas, os participantes inscritos receberão a restituição dos valores eventualmente pagos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

O "diletantismo irresponsável" da Inteligência no Brasil

O "diletantismo irresponsável" da Inteligência no Brasil


“O melhor que se pode dizer sobre o que acontece aqui é um diletantismo irresponsável” é história proibida da Inteligência de Estado de um importante e promissor país emergente; mas que se divorciou das sábias palavras do coronel Walther Nicolai, chefe do serviço de inteligência do chanceler Bismarck, que profetizou: “A Inteligência é um apanágio dos nobres. Confiada a outros, desmorona".
Pois, essas palavras foram proferidas numa tensa e ríspida reunião sigilosa à principal autoridade do órgão central do sistema de inteligência daquele país, em razão das graves irregularidades cometidas pela cúpula do seu principal serviço secreto. Contudo, visceralmente comprometido, esse dirigente máximo não hesitou em retaliar clandestinamente o seu interlocutor, que evidentemente caiu em desgraça. Todavia, numa reviravolta surpreendente, aconteceu o inimaginável num serviço de inteligência de um estado democrático de direito. Pois, numa reunião secreta, urgentíssima, estava o referido dirigente máximo da inteligência nacional, cabisbaixo, nervoso e visivelmente abalado, pedindo solenes desculpas oficiais, em nome da principal agência de inteligência nacional, pelos referidos desvirtuamentos cometidos, cujas escusas foram apresentadas subservientemente à pessoa daquele mesmo protagonista que hostilizara.
Na verdade, esse inadmissível capítulo da inteligência daquele país constituiu um desesperado estratagema governamental para evitar a todo custo que o "diletantismo irresponsável" de seus serviços de inteligência fosse revelado. Porém, o seu resultado final foi desastroso porque o referido protagonista reagiu veementemente contra a subseqüente e inescrupulosa tentativa de sua cooptação. Destarte, o que se seguiu naquele gabinete ultrassigiloso reflete a gravidade do caso em testilha porque “quem deve, teme - e treme”. Assim, temeroso da sua inevitável responsabilização, o dirigente máximo de inteligência descontrolou-se em ingentes ameaças ao referido protagonista que, sendo provenientes da direção-geral do principal serviço secreto de um país, trata-se da mais tácita e fatal condenação que uma pessoa pode receber em vida.
“Não imaginei que havia criado um monstro” foram as célebres palavras de arrependimento proferidas pelo General Golbery do Couto e Silva, ante à degenerescência do Serviço Nacional de Informações (SNI), criado em 1964, do qual foi um dos principais idealizadores, e que culminou com sua extinção no governo Fernando Collor de Melo. Como o presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) não se afastou dos erros passados ressuscitou no Brasil o espírito do antigo SNI, sob a denominação de Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), criada como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), pela Lei 9883, de 07 de dezembro de 1999. Com pouco mais de uma década de existência, a história da ABIN se caracteriza por sua escandalosa e generalizada ineficiência, contaminando o SISBIN e por uma sucessão de escândalos e crises institucionais de âmbitos nacional e internacional, cujas danosas conseqüências implicaram a exoneração de vários diretores-gerais, ao longo dos governos FHC e Lula.
Na atual conjuntura, o Brasil sofre a maior e pior crise institucional de inteligência sem precedentes na sua história, incipientemente desvelada à sociedade, em 2008, no festival de clandestinidades da Operação Satiagraha, criminosamente patrocinadas pela direção-geral e toda a cúpula da ABIN. Em pleno governo Dilma Rousseff, nada efetivamente foi realizado contra esse intolerável estado de coisas. E, no epicentro desse caos que vive a Inteligência de Estado no Brasil, a ABIN e o SISBIN continuam uma "caixa preta" invencível, sem controle, em flagrante atentado contra o estado democrático de direito vigente, obscuramente protegida pela impunidade, inação e rápido esquecimento de nossos governantes sobre seus crimes praticados contra o estado brasileiro, cujos culpados nunca foram responsabilizados; e sob a cumplicidade dos órgãos de controle, dos poderes executivo, legislativo, judiciário e do ministério público.
No momento em que aquele protagonista saiu do gabinete da presidência da república, após o derradeiro e fatídico desfecho sobre o “diletantismo irresponsável” que impera na inteligência nacional daquele país sem história, ele sabia sobejamente sobre o terrível destino que o aguardava, e que as piores contingências acometeriam os desígnios do seu país e da sua vida.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A "Força Divina"



Acreditar, ou não, em Deus é uma escolha individual que deve ser plenamente respeitada visto que cada pessoa tem o direito de acreditar, ou não, no que quiser. Nesse mister, recomenda-se por importante precaução cognoscente confirmar-se cabalmente a real existência do eventual objeto de fé porquanto acreditar naquilo que não existe, além de constituir um ato de ignóbil estupidez, é um irrecuperável desperdício de vida.
No caso específico de Deus, há que se reconhecer que sua existência está cada vez mais improvável; principalmente porque Ele, caso existisse, certamente já teria encerrado essa celeuma milenar, apresentando-se voluntariamente e inequivocamente a toda humanidade. Dessa forma, Ele poderia inclusive nos antecipar a data da sua apresentação porque a humanidade irmanada transformaria esse especial momento no maior carnaval do planeta, com muita festa, alegria, samba, axé, micareta, frevo, forró, rock’n roll, muita bebida (“se beber não dirija, se dirigir não beba”), muito amor, muito sexo (mas, cuidado! faça sexo seguro: “use camisinha, sempre!”; inclusive com seu cônjuge, ou grande amor, porque atualmente é ainda menos pior a dor da perda de um relacionamento ao duplo sofrimento pela perda também da própria saúde); e, é claro, comemoraríamos também a vinda d’Ele com muito gospel, muito louvor, reza e oração; e evidentemente muito dízimo à Igreja do Senhor.
Contudo, como Deus nunca nos falou diretamente – lembrando que “quem se cala, consente”; e como Ele nunca se manifestou pessoalmente a nós – lembrando que “aquilo que não existe, evidentemente não se manifesta”; conseqüentemente, o mais provável é que Deus realmente... digamos... não esteja muito preocupado com a sua própria existência.
Todavia, considerações sobre a existência de Deus à parte, uma coisa indubitavelmente e inexoravelmente existe nesse mundo – a “Força Divina”.
Sou testemunha viva da existência e do poder indestrutível e avassalador da “Força Divina”, cujo fenômeno é tão exterminador, quanto inexplicável. Todavia, diferentemente de Deus, a “Força Divina” manifesta-se autenticamente, revelando-se ostensivamente com a sua assinatura inconfundível – a destruição de inimigos.
Quais inimigos?
Os inimigos de certas “pessoas” e “organizações”.
Que “pessoas” e “organizações”?
Essa é a principal questão sobre a ação da “Força Divina”, pois ela somente destrói os inimigos de "pessoas" e “organizações” especialíssimas na luta pelo bem comum, realizando “missões impossíveis”, mas são completamente desconhecidas.
É isso mesmo! Ninguém sabe quem elas são. É como se elas simplesmente não existissem. Na verdade, elas têm o poder de “desacontecer”.
Sabe-se apenas que a “Força Divina” as protege, representando a “Força da Justiça” que sempre prevalece contra o mal. Porque “aqui se faz, aqui se paga”. Assim, seus inimigos sempre serão destruídos, cairão em desgraça. E da pior maneira possível.
Portanto, se você tem o direito de acreditar, ou não, no que quiser; e o livre arbítrio de fazer o que desejar; tome muito cuidado para não ferir os ditames da legalidade e da ética pelos quais esses guardiões silentes sacrificam-se heroicamente. E muito menos se insurja contra eles, ou até mesmo se interponha em seu caminho. Porque esses entes nada farão contra você; mas saiba que a “Força Divina” será implacável e te destruirá. E você ainda sofrerá e muito. Nisso, você pode seguramente acreditar.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O combate à corrupção no Brasil




Que o Brasil é um país muito corrupto, só a sociedade brasileira finge desconhecer. Portanto, a crucial questão é saber se a corrupção no Brasil tem solução. Ou melhor, cura. Porque a corrupção é doença cancerígena do estado. Nesse contexto, a verdade é que o Brasil está na UTI, em estado grave, sofrendo desse câncer em fase de metástase avançada. E se você quer saber sobre a gravidade da corrupção no país, pergunte então a um médico oncologista o que é câncer em metástase avançada.
A despeito do discurso oficial dos nossos governantes dos poderes executivo, legislativo, judiciário e do ministério público sobre a vitória da luta contra a corrupção no Brasil, a realidade é que nossa conjuntura atual é pessimista, pois o efeito que esse esforço representa no combate a essa grave criminalidade que nos aflige é semelhante ao do tratamento do câncer com o uso de aspirina. Se você é um desses servidores públicos engajados na luta contra a corrupção no Brasil, a verdade é que, ao contrário, muito provavelmente você está trabalhando a favor dela. Porque a sociedade brasileira e principalmente os integrantes de nossas instituições nacionais estão sendo manipulados nesse sentido pela forma mais agressiva de corrupção, que ocorre quando ela alcança e toma o poder do estado constituído, como lamentavelmente acontece atualmente no Brasil.
Significa que a nação brasileira está sendo enganada por seus próprios dirigentes, a fim de fazê-la pensar que a corrupção no país está sendo efetivamente combatida, quando de fato não está. Isto se dá por orquestrada desinformação propagandística, lastreada em estatísticas devidamente "torturadas", visando a aparentar uma pseudoeficiência estatal; e pelo emprego de uma insidiosa e clandestina engenharia política a comandar ações institucionais a serviço da legitimidade, hegemonia e incolumidade do estado corrupto.
Todavia, essa leviandade estatal está escancaradamente institucionalizada e eficientemente viabilizada no país graças ao desvirtuamento criminoso dos servidores públicos de nossas instituições nacionais, em todos os seus níveis, seja por participação ou conivência; principalmente dos investidos em cargos de comando, direção, ou chefia, cuja responsabilização pessoal e funcional é inescapável. Assim, a outra questão é saber como esses funcionários do estado convivem com as suas próprias consciências, ante à consciência de sua anuente manipulação. Porque como nada fazem contra esse estado de coisas, certamente não são menos corruptos que os corruptos que dizem combater.
Portanto, a única cura possível para o câncer da corrupção que vitima o Brasil está na ação de pessoas: éticas e que transformem ética em ações, não em palavras; com coragem moral inabalável; com um passado digno e transparente; que dêem o exemplo em tudo; livres e independentes; que não tenham comprometimento com ninguém e com nada e; dispostas ao verdadeiro combate contra a corrupção no Brasil, cujo tratamento requer ações urgentes e avassaladoras de quimioterapia, principalmente contra as células malignas que o alimentam proliferando o seu contágio pelo país, que são os muitos servidores públicos corruptos de nossas instituições nacionais que, por dolo ou culpa, estão infectando de morte o estado brasileiro.

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