sábado, 3 de dezembro de 2011

Agentes secretos II - Sozinho

Autor: Agente Secreto



É!

Doer, sempre dói.

E a cicatriz fica.

É a marca registrada da vida.

Da morte só restam tristezas.

De um amor só restam lembranças.

É à noite.

Deitado na cama.

Com os olhos abertos no escuro.

Nos lábios se esconde um sorriso.

Que se afoga em lágrimas de um pranto.

Choro a angústia dessas noites.

Mas, talvez chore a tristeza de ser só.

Pois, ainda pior que viver sem amor e carinho.

É suportar a cruz de ser sozinho.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Vida

A Vida
Artigo de André Soares - 01/12/2011

“Eu fico com a pureza da resposta das crianças: ...É a vida. É bonita e é bonita...”
Este é o início de uma das mais lindas e consagradas canções do grande músico Gonzaguinha, (“O que é, o que é?”) na qual este poeta nos discorre um inigualável tratado filosófico sobre o que é a vida e o que ela representa para nós. Abusando do seu enorme e incomum talento de transformar razão e emoção em arte, Gonzaguinha alcança ao final desta música duas principais conclusões sobre a vida. Uma delas é verdadeira. Porém, a outra.......nem tanto.
“E a vida! E a vida o que é? Diga lá, meu irmão!...”
É com essa magnânima maestria que Gonzaguinha consegue libertar corações e mentes, nos demonstrando com elevado tirocínio que a vida é um indecifrável enigma, ao contrário do que imaginamos saber sobre ela.
Todavia, a sua segunda conclusão caracteriza-se muito mais por sua sabedoria que por sua veracidade. Pois, acreditar que a vida é bonita é no mínimo um exacerbado e perigoso exercício de autoengano. Porque a vida não é bela como imaginam as crianças, sendo-nos muito mais sofrível que prazerosa. Ademais, sabemos sobejamente quanto sofrimento as crianças ainda hão de vivenciar ao descobrirem essa realidade por si mesmas, não é mesmo?
Portanto, se ignorar a verdade da vida (conquanto as crianças apenas a desconheçam) pode nos ser necessário para suportá-la e sobreviver ao seu martírio, por outro lado pode nos levar ao suicídio. Porque é o sofrimento dessa tragédia que nos salva da tragédia da doce ilusão dos nossos sonhos.
Contudo, Gonzaguinha foi além, transcendendo com sua canção a própria verdade sobre a vida para inspirar-nos ao mais importante que é a sua plenitude. Porque viver é uma dádiva cujo único sentido é usufruir a vida ao máximo e intensamente, em toda a sua loucura, tal qual viveu Gonzaguinha em sua vida breve. Pois, a insuportável tragédia da vida é a inexorabilidade e imprevisibilidade do seu fim.
Destarte, com sua canção, Gonzaguinha ensinou ao mundo que a despeito da inevitabilidade dos devaneios, infortúnios e inquietações de nossas vidas finitas, por outro lado temos o grande poder de viver e sentir a beleza no que quisermos. Assim, apesar de meros insignificantes mortais nesse mundo, somos onipotentes em nossa felicidade, pelo poder de contemplarmos a beleza arrebatadora em tudo. Não apenas em nossas vidas, mas também em nossas próprias tragédias.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mensagem às mulheres

Mensagem às mulheres
Artigo de André Soares –11/09/2011



Se a primeira verdade sobre as mulheres é que elas são maravilhosas, há outras que elas desconhecem, ou fingem desconhecer. Destarte, dominadas pela aversão à verdade no ardil de enganarem e se autoenganarem, a realidade é que muitos dos infortúnios que acometem suas vidas são originários ou fomentados pela própria natureza feminina, agravados pela sua relutância em aceitar a verdade. Aqui está o ensejo que inspira essa sincera contribuição às mulheres, visando a que se fortaleçam, conhecendo e superando suas vulnerabilidades e fraquezas, a fim de lhes proporcionar uma vida exitosa. Portanto, seja você homem ou mulher, mas possuidor de espírito aberto ao contraditório, aceite refletir sobre algumas questões pertinentes a esse mister aqui apresentadas, favorecendo a que as mulheres sejam mais felizes em suas vidas e cada vez mais maravilhosas.

A primeira delas é que se é incontestável que as mulheres são muitíssimo inteligentes, por outro lado a natureza feminina é arredia à verdade, conduzindo-as a viverem imersas num mundo de ilusões e mentiras, criadas por elas próprias em sua fuga desesperada sempre que se deparam com a verdade inexorável que não lhes agrada. Essa exacerbação feminina do autoengano é a causa principal de seus infortúnios porquanto se tornam ineptas e impotentes ante o seu próprio sofrimento, vitimadas pela ignorância sobre si mesmas e o mundo que as cerca. Muitos deles seriam evitados por elas, a exemplo da infelicidade e incontáveis tragédias amorosas, caso conhecessem a verdade, as desídias da vida e do relacionamento humano, especialmente entre homens e mulheres. Pois, se as mulheres sabem muito bem que são escravas do amor e os homens são escravos do sexo, por outro lado desconhecem o porquê de no limiar do desespero da perda mulheres choram e homens matam. Portanto, as mulheres precisam ser fortes e corajosas para enfrentarem a verdade que dói, seja ela qual for, mas que lhes permitirá preservarem-se de eventuais desventuras e adversidades, cujas causas muitas vezes estão originalmente em si mesmas.

Se as mulheres almejam realizar-se plenamente devem ser independentes e autônomas, em todos os sentidos. Esse deve ser objetivo de vida a ser alcançado o mais cedo possível, principalmente a conquista da auto-suficiência financeira. Contudo, a maioria delas prefere se enveredar na ilusão do caminho fácil de conquistar os auspícios de um bom provedor, especialmente como marido. Assim, cometem o pecado mortal de abdicarem ser protagonistas da própria vida, renegando governar os seus destinos. Porém, a conquista da auto-suficiência financeira é apenas condição necessária, mas não suficiente para a realização feminina. Pois, a plenitude da liberdade lhes demandará a necessidade do aprimoramento intelectual na busca do conhecimento e do saber, cujo domínio é condição fundamental para decidir com sabedoria os próprios desígnios.

Se também é inegável que as mulheres são românticas, a verdade é que a maioria não sabe amar. Isto porque quem ama, ama com a própria vida, e as mulheres não morrem de amor e nem por amor, pois não se sacrificam por nada que não seja em benefício exclusivo de si mesmas. Todavia, como dizia Martin Lutter King: "...feliz daquele que acredita em algo pelo qual valha à pena morrer...", pois as grandes vitórias são alcançadas pela força do amor, cujo poder faz o ser humano transcender a própria vida. Portanto, as mulheres precisam vencer o próprio egoísmo, pois amar verdadeiramente é sacrificar-se. Por derradeiro, se as mulheres pretendem gozar a plenitude desse que é o mais nobre e elevado sentimento da humanidade precisam dignificar-se a esse mister com a coragem de se apaixonar. Principalmente, se tiverem a sorte de encontrarem a reciprocidade de um amor que lhes tenha verdadeira e autêntica paixão. As mulheres que forem abençoadas com essa dádiva saibam que indubitavelmente estarão diante de algo pelo qual vale à pena morrer. Pois, a felicidade de se viver uma paixão é o maior privilégio dessa vida.
 Se a maior força inerente à natureza masculina está no poder, a maior força inerente exclusivamente à natureza feminina está na beleza. Este é o primeiro e mais crucial ensinamento de vida que toda mulher deve aprender. Não por acaso, o consagrado poetinha Vinícius de Moraes celebrizou essa máxima em suas notórias palavras: "...me desculpem as feias, mas beleza é fundamental". Contudo, mesmo sabendo disso desde a mais tenra idade, a maioria das mulheres prefere se iludir quanto ao que verdadeiramente representa a força da beleza feminina. Cometem assim o pecado mortal de negligenciar ou ignorar que a hegemonia desse poder está exclusivamente vinculada à estética corporal feminina e não a outros padrões de beleza coadjuvantes, conquanto sejam evidentemente desejáveis. Todavia, é justamente essa verdade avassaladora que influenciará decisivamente os seus desígnios, pois a supremacia do poder da mulher está na beleza do seu corpo, não de suas idéias. Portanto, o mais importante ensinamento às mulheres, que lhes exigirá permanente esforço de perseverança, força de vontade e determinação, mas que em contrapartida lhes proporcionará os melhores auspícios e possibilidades de sucesso e felicidade, é que elas devem possuir os mais nobres atributos da personalidade para serem inteligentemente belas, sempre. E por toda a vida.

sábado, 27 de agosto de 2011

A paixão


Artigo de André Soares – 19/08/2011


Não há nada mais belo e poderoso nesse mundo que a paixão dos apaixonados. Quem já teve o privilégio de se apaixonar sabe do poder invencível da paixão, pois apaixonados são invencíveis. E, justamente por isso, apaixonados são perigosos porque tudo que representa poder é perigoso. Nesse sentido, os mais renomados cientistas e estudiosos são unânimes em afirmar que a paixão é um fenômeno psicológico de exacerbação emocional em relação ao objeto da paixão, gerando nos apaixonados um estado alterado de consciência, cuja percepção distorcida da realidade pode conduzi-los a atitudes radicais e até trágicas. Não sem razão, alguns especialistas consideram que uma pessoa apaixonada está mentalmente doente porque está fora do padrão psíquico de normalidade.

A paixão é um fenômeno psicológico tão arrebatador e poderoso que os apaixonados são perigosos inclusive para si mesmos, pois em seu estado alterado de consciência são capazes de tudo, até de matar e morrer, em nome do seu amor e paixão. É por isso que quem já se apaixonou teme profundamente se apaixonar novamente. Porque sabe que será tomado pela loucura de amar e viver, dominando sua consciência e suas ações, à sua própria revelia.

Se você não se apaixonou, certamente deve estar convencido que a paixão pode lhe trazer sérias conseqüências negativas e até fatais, e isso é a mais pura verdade. Também, não tenha dúvidas que você sofrerá e muito, porque na guerra do amor e paixão sorte é sobreviver, mas sempre gravemente ferido.

Todavia, se você pretende grandes auspícios na sua vida, aceite uma sugestão: apaixone-se. Porque a paixão é o maior privilégio dessa vida, que só tem sentido se for vivida com muita paixão. Não desperdice sua vida vivendo na mediocridade do medo de amar, do medo de se apaixonar e do medo de ser feliz. Ao contrário, seja inteligente e corajoso para ousar conquistar o que a vida tem de melhor. Portanto, viva apaixonado por toda a vida que tiver. Principalmente, se encontrar um amor que se apaixone por você. Porque não se esqueça que a sorte pode eventualmente lhe faltar, pois a ninguém é dado o poder de saber quanta vida ainda terá.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A existência de Deus

Artigo de André Soares – 16/08/2011

Tudo que existe tem um início.
E tudo que tem um início tem um fim.
Se Deus existe, então Ele teve um início.
E, se Deus teve um início, então quem criou Deus?
Pois, nada pode criar-se a si próprio. Nem Deus.
E se Deus teve um início, conseqüentemente, terá um fim.
E se Deus tiver um fim, então Ele não é Deus.
Se Deus não teve um início, então Ele não existe.
Mas, se Deus sempre existiu e existirá, então Deus é eterno.
E se Deus é eterno, então Ele não tem início, nem fim.
Mas, se Deus não tem início, nem fim; então Deus não existe.
Porque só existe o que tem início e fim.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Teorias da conspiração no Brasil

Artigo de André Soares - 13/08/2011



Teorias da conspiração são idéias paranóicas sobre a existência de ações clandestinas, patrocinadas por agentes adversos, causadoras de grande prejuízo e destruição. Tais concepções são condenadas ao ostracismo e seus defensores expostos ao ridículo, pois teorias da conspiração são produto de mentes doentias e sua única utilidade é na criação de histórias de ficção. O que pouca gente sabe é que as principais potências mundiais dão enorme importância a elas, possuindo estruturas especializadas nesse mister que são seus serviços de inteligência. Significa que teorias da conspiração constituem terreno nebuloso, potencialmente perigoso e duas atitudes representam grande estupidez: desconsiderá-las, ou alardeá-las indiscriminadamente. É justamente por essa razão que não se mencionará aqui nenhuma delas porque, como todos já sabemos, teorias da conspiração não existem, não é mesmo?

Entretanto, algumas sutilezas que sempre passam despercebidas merecem especial atenção. Portanto, deve-se suspeitar da impunidade, pois ela não é apenas mera conseqüência de deficiências institucionais, mas a corrupção dos governantes com o poder. Deve-se suspeitar das autoridades que sempre afirmam estar tudo dentro da normalidade e sob controle, pelo simples fato de que é mentira. Deve-se suspeitar de infiltração por organizações criminosas nos vultosos projetos e empreendimentos de interesse nacional que nunca dão certo. Deve-se suspeitar de ações clandestinas e da atuação de serviços de inteligência estrangeiros, patrocinando crimes de traição à pátria e à soberania nacional, cometidos nos mais elevados escalões governamentais do país, demandando tragédias e graves "acidentes" em setores estratégicos do poder nacional, cujas apurações nunca apontam culpados e são rapidamente esquecidas.

Proteger-nos contra essas ameaças é missão dos serviços de inteligência nacionais, cuja notória e escandalosa ineficiência institucional estranhamente nunca foi investigada no Brasil. Basta relembrarmos algumas das incontáveis contingências nacionais sofridas e decorrentes da total "incompetência" dos nossos serviços de inteligência, como o trágico afundamento da plataforma da Petrobras P-36, em 2001, maior plataforma marítima de exploração de petróleo do mundo, implicando um prejuízo de US$ 354 milhões e a morte de 11 funcionários; a trágica explosão que destruiu o foguete brasileiro VLS-1, no Centro de Lançamento de Alcântara/MA, em 2003, com ingentes prejuízos nunca divulgados e o comprometimento do estratégico projeto aeroespacial brasileiro, matando 21 técnicos civis; o caos da aviação brasileira que comprometeu a segurança dos vôos no país, entre 2006 e 2007; a ocupação da usina hidrelétrica de Tucuruí, que vulnerabilizou o abastecimento nacional de energia; a destruição de centros de pesquisa da Embrapa, que comprometeu o nosso desenvolvimento científico-tecnológico; os ataques terroristas da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que dominou e atemorizou completamente todo estado de São Paulo, em 2006; o grampo ilegal que vitimou o senador Demóstenes Torres e o então Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em 2008, que ameaçou as instâncias máximas dos poderes da República; e a onda de ataques do crime organizado no Rio de Janeiro, em 2010, que demandou a urgente mobilização e emprego das forças armadas.

Por derradeiro e não por acaso, o Brasil sofre atualmente a maior e pior crise institucional de inteligência sem precedentes na sua história, desvelada no festival de clandestinidades da Operação Satiagraha, em 2008, criminosamente patrocinadas pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), que é o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Contudo, no epicentro desse estado de caos, a ABIN continua uma "caixa preta" invencível, sem controle, em flagrante atentado contra o estado democrático de direito vigente, obscuramente protegida pela impunidade, inação e rápido esquecimento de nossos governantes sobre seus crimes praticados contra o estado brasileiro, cujos culpados nunca foram responsabilizados, sob a cumplicidade dos órgãos de controle, dos poderes executivo, legislativo, judiciário e do ministério público.

O que realmente está acontecendo no Brasil? Certamente, nada. Tudo está rigorosamente dentro da normalidade e sob controle. Afinal, como todos nós já sabemos, teorias da conspiração não existem, principalmente no Brasil. Não é mesmo?

domingo, 7 de agosto de 2011

O amor III - a 'magia'

Artigo de André Soares - 31/10/2010

O amor tem a sua magia.

Evidentemente, que a magia do amor é o seu maior segredo.

Quer saber qual é?

Então, analise as pessoas que são amadas – você, por exemplo.

Por que as pessoas te amam?

Se você é amado, certamente há alguma coisa em você que desperta o amor nas pessoas.

O que é?

Se você não consegue explicar porque as pessoas te amam, então tente explicar - porque você ama as pessoas que você ama?

Certamente, você ama, ou já amou alguém, não é mesmo?

Por que?

Por mais paradoxal que possa parecer, a maioria das pessoas que ama e é amada não sabe o porquê.

Geralmente, se autoenganam atribuindo esse sentimento a fatores abstratos e de ordem espiritual, totalmente indeterminados.

Ou seja, não sabem.

Por que não sabem?

Não sabem porque.......bem, esse é outro importante assunto, mas acho melhor tratarmos dele em outra oportunidade porque se formos querer entender mais essa outra problemática podemos acabar ficando confusos e perdidos, não é mesmo?

Aliás, onde estávamos?

(revelando o segredo da magia do amor)

É mesmo?

Mas, um segredo desses não se revela!

(mas, se você não revelá-lo agora, depois dessa conversa toda, as pessoas além de perdidas e confusas ficarão bastante irritadas. Já imaginou o risco que representa para o bem da humanidade a ira de pessoas confusas, perdidas e revoltadas, em busca da magia do amor?)

É verdade!

Então, se é para o bem da humanidade e felicidade geral....

Pera aí!

Revelar o segredo da magia do amor pode ser muito pior para o bem da humanidade! Já imaginou o que as pessoas poderão fazer se souberem o segredo dessa magia? Isso vai dar m... e depois vão jogar a culpa em mim, é claro!

(se der problema, aí você nega, quando dá m...todo mundo nega, e sempre fica por isso mesmo).

Então, me diga! Como é que eu vou negar o que eu escrevi? É prova de autoria e materialidade. Além do mais, vazamento de informação sigilosa é crime! Esqueceu desse “pequeno detalhe”?

(pára de complicar, agora não dá mais para voltar atrás, e quem é que vai te processar pelo vazamento dessa informação... Deus?...se bem que é melhor não comprar briga com Ele... Faz o seguinte: fala logo o segredo da magia do amor, e depois você diz para as ‘autoridades’ que foi obrigado a falar porque foi seqüestrado e barbaramente torturado - e você ainda vai acabar ganhando uma bela indenização).

Boa idéia!

Só mais um detalhe: tem uma pessoa que conhece o segredo da magia do amor, tão bem quanto eu – a “Mônica”.

É impressionante a maestria com que a “Mônica” domina e exerce esse grande poder sobre as pessoas. A “Mônica” é irresistível. Impossível não se apaixonar por ela.

Pois, ela sabe perfeitamente que o segredo da magia do amor está no próprio amor e no que ele representa.

Quer saber mesmo “qual é o segredo da magia do amor?”

Pergunte à “Mônica” e ela responderá:

“Amor é interesse.”

Ainda não entendeu o porquê?

Então, você precisa conhecer a “Mônica”.

O amor II - a 'guerra'


Artigo de André Soares - 21/08/2010

Quem sabe ‘o que é o amor’ e o conhece verdadeiramente sabe também que:

Amar é sofrer – inescapavelmente.

Amar é tangenciar o limiar da morte, pois quem ama, ama com a própria vida.

É por isso que não existe força maior que o amor.

Quem ama tem poder – o maior poder.

Amar implica se arriscar, correr riscos e principalmente lutar a ‘guerra’ de viver a vida, verdadeiramente.

Todavia, toda guerra sempre tem elevado custo para seus contendores, especialmente em mortos e feridos.

É por isso que ‘amar é sofrer’, pois não há guerra de cujo combate se saia incólume.

Portanto, o maior risco da ‘guerra’ do amor é que se pode ‘morrer de amor’, literalmente.


Sorte no amor é sobreviver.

Mas, com o ônus inevitável de sempre se sair gravemente ferido.


A maioria das pessoas certamente achará que tudo isso é puro exagero.

É por isso que a imensa maioria das pessoas não ama. O máximo que as pessoas conseguem é fingir - brincar de amor.

Quer ver?

Então responda:

Você acha que todos aqueles que juram solenemente amor à pátria a amam, verdadeiramente?

Você acha que todos aqueles que juram solenemente amor aos seus amores, os amam, verdadeiramente?

Se você acha que sim é porque nunca combateu na guerra, nem em defesa da pátria, nem na luta do amor.

Mas você não precisa ir à guerra para descobrir isso. Aliás, a guerra é sempre muito perigosa e, como foi dito, você pode se ferir, ou morrer.

Basta olhar à sua volta e observar os relacionamentos e as vidas da esmagadora maioria dos que dizem amar.

Observe, por exemplo, os casais.

O que se vê?

Por trás de intempestivos, rotineiros, ou eventuais, beijos, abraços, carícias e sexo, o que existe de fato é uma vida morna, sem calor, sem fogo, sem emoção, sem tesão....e sem propósito. Tudo isso está estampado no olhar apagado e sem vida desses que dizem amar.

Isso é amor?

Quanto ao amor pelo ‘bom combate’ de lutar pela pátria, infelizmente você não terá como verificar à sua volta. Mas, nessa guerra, a decepção é muito maior. Acredite.


E o que dizer do decantado amor romântico?

Ele realmente existe?

Homens e mulheres sabem amar?

Homens e mulheres amam do mesmo jeito?

Pode-se confiar no amor?


O amor é uma ‘guerra’ para a qual há que se ter coragem - muita coragem.

Mas, cuidado!

Não basta a coragem.

É preciso também inteligência – muita inteligência.

Pois a ‘guerra’ do amor é repleta de emboscadas, armadilhas e traições.



Não por acaso, o grande Djavan nos adverte nos versos de sua canção, intitulada ‘Vida Real’, que:

“Amar é perigoso demais!...” (clique para ouvir)

Continua...

sábado, 30 de julho de 2011

Você que está sofrendo (ou que ainda vai sofrer)


Artigo de André Soares – 28/07/2011





O diagnóstico é péssimo e o prognóstico trágico, pois nunca antes na história da humanidade o ser humano esteve tão fragilizado psicológica e emocionalmente, triste, infeliz, perdido, sofrendo, incapacitado e pior, morrendo em decorrência disso. Na atual conjuntura, as pessoas estão sendo vitimadas pelo denominado "o mal do século", que é a epidemia de transtornos mentais, constituída por um coquetel de problemas psicológicos como ansiedades, fobias, estresse, depressão, síndrome do pânico, etc, cuja projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê se tornar até 2030 a patologia mais prevalente no planeta, a frente do câncer e algumas doenças infecciosas. A realidade é grave e se você ainda não teve um desses problemas, fatalmente ainda terá.
As pesquisas recentes têm demonstrado a pouca eficiência dos diversos tratamentos contra "o mal do século" e os especialistas ainda não o compreendem plenamente. Contudo, algumas evidências são significativamente reveladoras, como a sua incidência crescente em mulheres, nas classes sociais mais favorecidas e nos povos mais desenvolvidos, a exemplo do Brasil. Por outro lado, não por acaso, a atual era da informação e do conhecimento, tão bem analisada por Alvin Toffler, em sua obra intitulada "The third wave" (a terceira onda), está intrinsecamente relacionada ao "mal do século", suscitando o desvelar de sua genealogia. Porém, vale dizer que essa não é uma descoberta inédita, sendo tão antiga quanto à própria história, pois já foi alardeada à humanidade por alguns poucos filósofos, conquanto tenham sido lançados ao olvido, condenados ao ostracismo, por proclamarem verdades inconvenientes ao consenso geral.
Você que está sofrendo (ou que ainda vai sofrer) certamente quer compreender "o mal do século", principalmente para evitá-lo, ou curar-se.
Pois, "o mal do século" resulta da insuportável infelicidade das pessoas com suas próprias vidas, percebendo que elas não acontecem como gostariam, vendo seu tempo se esvair e desesperando-se por constatarem que não alcançarão a tão desejada felicidade que tanto sonharam.
E não a alcançarão mesmo!
Por que?
Porque estão no caminho errado, completamente. O pior é que, por não saberem disso, a tragédia se configura, com a humanidade desorientada e aflita persistindo ainda mais no cometimento dos mesmos erros, indo em direção ao caos que, nesse ritmo, talvez ocorra antes da previsão da OMS.
Aliás, você sabe qual é o caminho da felicidade?
Provavelmente, não sabe. E o que você também provavelmente não sabe é que se as pessoas souberem o verdadeiro caminho da felicidade não terão a coragem de percorrê-lo.
Tudo isso serve para evidenciar o paradoxo dos dias atuais no qual, em plena era da informação e do conhecimento em que a humanidade experimenta inúmeras descobertas e avanços científicos, as pessoas nunca souberam tão pouco sobre a vida e sobre si mesmas. E a epidemia do "mal do século" está a demonstrar isso.
Porque felicidade e verdade são situações paradoxalmente contraditórias, atuando em contraposição na dinâmica da vida. Mas, também, é a inexorabilidade da vida que nos impõe o dilema de somente viver a felicidade e a verdade separadamente, nunca concomitantemente.
Assim, se de um lado a busca da verdade proporciona o máximo poder, do lado contrário está a felicidade. Todavia, está claro que a humanidade optou pelo poder, que a era do conhecimento nos proporciona sobejamente. Mas, em contrapartida, está sofrendo a inevitável epidemia do "mal do século".
Se as pessoas querem mudar essa situação e conhecerem o verdadeiro caminho da felicidade precisam saber que ela está na direção oposta. Isto porque a felicidade não está no conhecimento da verdade, mas na total ignorância. Porque só o ignorante é feliz. Para ser feliz é preciso não saber, desconhecer completamente, vivendo no universo onde não há razão, lógica e racionalidade. A ignorância é a única condição em que se alcança e se vive a felicidade.
É por isso que os apaixonados são felizes. Porque estão enlouquecidos de amor, de êxtase e prazer; dominados pela fatídica ignorância da loucura de amar, desafiando o limiar da própria vida. É por isso que os apaixonados são corajosos, não têm medo, lutam bravamente e morrem por suas paixões. Os apaixonados são felizes porque vivem a ignorância. E é por isso que só os ignorantes conseguem se apaixonar.
Viver a vida é decidir um dilema, que consiste em ter que escolher entre alternativas que demandam sempre um ônus fatídico.
Pessoas como você que está sofrendo (ou que ainda vai sofrer) estão vivendo "o mal do século" porque acreditam em solucionar esse dilema sem sofrimento. E é por isso que estão sofrendo.
Então, não tem solução?
É claro que tem!
Porque a excelente notícia é que tudo tem solução.
Afinal, são pessoas como você que está sofrendo (ou que ainda vai sofrer) que são categóricas em afirmar que até a morte tem solução, não é mesmo? Então, sendo assim, tudo tem solução.
Contudo, se você não a encontrar, aceite uma sugestão e seja protagonista da sua própria vida, construindo a sua história por você mesmo. Pois, na pior hipótese, é ainda preferível errar por suas decisões que pela influência alheia.
Vivendo assim, certamente você irá sofrer - e muito. Mas, se tiver inteligência e coragem, conseguirá alcançar a verdade libertadora e o poder de fazer a sua vida acontecer; vivenciando a felicidade arrebatadora, pela sabedoria da ignorância de saber se apaixonar. Por fim, você também se regozijará pelo esplendor de sua vida breve e que passará num olhar, ao contrário de se arrepender pelo desperdício de ter vivido em vão.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O mal do século

Correio Braziliense - 26/07/2011

Estudo da OMS que atualiza dados sobre depressão no planeta mostra que a população de pacientes já bate nos 121 milhões de pessoas. O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking da prevalência da doença em países em desenvolvimento
Paloma Oliveto
Rebeca Ramos
A doença não deixa marcas aparentes, é impossível de ser diagnosticada por exames de imagem e, confundidos com uma tristeza normal, os sintomas podem passar despercebidos. Mesmo assim, a depressão é a quarta principal causa de incapacitação em todo o mundo e, de acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2030 ela será o mal mais prevalente do planeta, à frente de câncer e de algumas doenças infecciosas. Hoje, segundo um estudo epidemiológico publicado na revista especializada BMC Medicine, 121 milhões de pessoas estão deprimidas. Para se ter uma ideia, é um número quase quatro vezes maior do que o de portadores de HIV/Aids (33 milhões).
Quando considerado um período de 12 meses seguidos, o Brasil lidera, entre os países em desenvolvimento, o ranking mundial de prevalência da depressão: 18% da população que participou da pesquisa estava deprimida há pelo menos um ano. Os dados brasileiros foram retirados do São Paulo Megacity, um estudo do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo que avaliou a prevalência de distúrbios psiquiátricos na região metropolitana da cidade, baseado em 5.037 entrevistas.
“O episódio depressivo maior é uma preocupação significativa para a saúde pública em todas as regiões do mundo. Esse é um distúrbio sério e recorrente, ligado a morbidades médicas, à mortalidade e à diminuição da qualidade de vida”, alertam, no estudo, os autores, todos eles colaboradores das pesquisas mundiais da OMS. “A organização projeta que, em 2020, a depressão será a segunda maior causa de incapacitação no mundo.”
Mortalidade
De acordo com a psiquiatra Susan Abram, da Universidade da Carolina do Norte, estudos epidemiológicos são importantes porque trazem o assunto à tona e estimulam o debate sobre a doença. “É preciso educar melhor as pessoas a respeito da depressão e de outros distúrbios de humor. Depressão não é tristeza, é uma doença desafiadora, com taxas de mortalidade maiores que 30%”, diz. A professora adjunta do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo Maria Carmen Viana denuncia que “existe uma desassistência à saúde mental dentro da saúde pública”, e acredita que a divulgação de dados como esses deve servir de alerta a um país. Ao lado de Laura Helena Andrade, da USP, Maria Carmen é a representante no Brasil do grupo de pesquisas de saúde mental da OMS.
A servidora pública Bety*, 46 anos, sofreu com a falta de esclarecimento sobre um mal que a atormenta desde os 14. Na adolescência, ela chegou a ficar internada, mas só aos 28 foi diagnosticada corretamente e, de fato, tratada. “Antes disso, eu fazia terapia e não descobria o porquê de me sentir sempre daquela forma”, conta Bety, que toma medicamentos para dormir, um para ansiedade e outro específico para depressão. “Quando fico em crise, sinto que estou em um palco com as cortinas fechadas. O dia pode estar lindo, mas eu não consigo ver beleza em nada”, descreve.
Já o especialista em informática Fábio, 32 anos, não enfrenta problemas sérios com a depressão desde 2005, quando aliou o uso de medicamentos prescritos à psicoterapia. “Sou outra pessoa. Tomo remédios e não sinto mais aquela dor perturbadora causada pelo cansaço”, conta. Desde criança, Fábio chorava aparentemente sem motivos, se isolava e parecia muito triste, comparado a outras crianças. “Eu passei dois anos fazendo um tratamento que não mudou em nada o quadro da minha depressão”, recorda. Sentido-se profundamente cansado e com crises nervosas que considera acima do normal, ele procurou pela terapia e, enfim, melhorou.
Diferenças
O estudo epidemiológico, realizado sobre dados de 89 mil indivíduos ajustados à população global, encontrou diferenças na incidência da depressão entre os países desenvolvidos e aqueles pobres ou em desenvolvimento. Também houve variações, dependendo do statuas social, do nível de escolaridade e do estado civil. Mas, para os autores, é preciso investigar melhor a relação dos fatores sociodemográficos e a prevalência do distúrbio psiquiátrico, pois, mesmo dentro de um determinado grupo — países ricos ou pessoas separadas, por exemplo —, o padrão variou bastante.
Os autores descobriram que o nível social afeta a incidência da depressão de formas diferentes. Nos países desenvolvidos, os mais pobres apresentavam um risco aproximadamente duas vezes maior de ter a doença. Já nos países em desenvolvimento, não houve diferenças significativas. “As descobertas nos países asiáticos foram mais complexas”, diz o artigo. Na Índia, aqueles com poucos anos de estudo tinham 14 vezes mais chances de ter depressão. No Japão e na China, porém, um padrão inverso foi encontrado: quanto mais anos de educação formal, mais deprimidas eram as pessoas. O mesmo ocorreu em relação ao estado civil. Enquanto que na maioria dos países o fato de estar separado ou divorciado aumentava o risco da depressão, em outros não fazia qualquer diferença.
De acordo com Maria Carmen Viana, as metodologias que investigam a prevalência da depressão foram criadas tendo o Ocidente como referência. Ela explica que em países asiáticos e africanos, os indivíduos podem ter representações sintomáticas diferentes, o que explicaria a baixa prevalência, nesses locais, de episódios depressivos.
O Brasil, embora considerado em desenvolvimento, apresentou índices semelhantes aos do Primeiro Mundo. Maria Carmen Viana afirma que não é possível dizer com certeza os motivos de a prevalência ter sido mais próxima à dos Estados Unidos do que à da Colômbia, por exemplo. Ela lembra, contudo, que a amostra anexada à compilação da OMS representa a população da região metropolitana de São Paulo, e não do país inteiro. “Tínhamos um projeto para investigar o Brasil todo, mas não conseguimos financiamento”, lamenta. “São Paulo tem um perfil diferente, com uma população grande de migrantes, índices maiores de violência e não tem praticamente regiões rurais”, afirma a psiquiatra.
Para Maria Carmen, o fato de o estado ser o mais rico do país, com características semelhantes às de nações desenvolvidas, como melhor nível educacional e forte carga de estresse, não faz de São Paulo uma unidade da Federação mais parecida com nações desenvolvidas do que com o restante do Brasil. “Lá também há muitos bolsões de pobreza”, diz. Para esmiuçar os dados, seriam necessárias pesquisas mais complexas, mas a falta de financiamento no país pode deixar a questão sem resposta.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Decifrar pessoas – as mulheres

Artigo de André Soares - 19/07/2011



Sun Tzu profetizou há mais de 2000 anos, na sua mais renomada obra, “A Arte da Guerra”, que “...se conheceis o inimigo e a si mesmo, não precisais temer o resultado de 100 batalhas...”, demonstrando que a arte de decifrar pessoas é arsenal poderoso, tanto para a arte de viver, como para a arte da guerra. Conhecer o comportamento humano é um desafio permanente, merecendo especial atenção quanto às mulheres, por sua peculiar dificuldade. Desde o pecado de Adão e Eva, ou como deusa do amor imortalizada na Vênus de Milo, a mulher não atuou na história como protagonista principal, mas sim como eminência parda. Nos dias atuais, vivemos a consagração da vitória feminina, cuja estratégia silenciosa ao longo dos tempos conduziu as mulheres à conquista do mundo, conquanto a humanidade ainda não tenha se apercebido disso. Na “guerra dos sexos”, ao contrário, as mulheres nunca perderam, bem como não são sexo frágil, conquanto tenham a habilidade de fazerem crer que sim. A realidade é que as mulheres venceram, dominando a arte de persuadir, sem se revelar. Conhecer, sem ser conhecido. Aplicando magistralmente os ensinamentos de Sun Tzu, e continuando a ser um enigma, especialmente para os homens.
Se você já tentou, certamente fracassou ao decifrar as mulheres. Nada mais lógico e natural quando se tenta desvelar o incognoscível. Afinal, na atual era da informação e do conhecimento em que vivemos, onde estão os conhecimentos científicos sobre as mulheres? Pois, eles praticamente inexistem, embora, em se tratando de mulheres, haja motivos suficientes para imaginar que elas os tenham destruído, sigilosamente.
Todavia, o desafio de decifrar mulheres é mais complexo do que simplesmente estudá-las. Pois, se decifrar pessoas é um exercício psicológico naturalmente inquietante, no caso das mulheres é especialmente perturbador. Essa é a principal razão pela qual se conhece tão pouco sobre elas porque a verdade que dói dificilmente será aceita, principalmente se for estarrecedora. É por isso que a gênese da natureza feminina é desconhecida, inclusive pelas próprias mulheres.
Decifrar pessoas é intrínseco ao autoconhecimento, o qual é muito mais um esforço de coragem que de inteligência. Nesse terreno, conhecer-se é enfrentar o desconhecido de si mesmo, que pode se revelar como algo muito doloroso, por vezes insuportável. Se isso acontece para todos, com as mulheres indubitavelmente é pior.
Contudo, chegamos à conjuntura atual em vertiginosa ascensão científico-tecnológica, mas doentes da crescente epidemia de transtornos mentais do século XXI, já devidamente alardeada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O ser humano nunca esteve tão fragilizado psíquica e emocionalmente e os consultórios psicológicos demonstram isso sobejamente, pois nunca tiveram tantos pacientes, principalmente mulheres.
Portanto, urge conhecê-las, revelar seus segredos e mistérios, alcançar seu espírito, descobrindo e compreendendo porque elas fazem o que fazem e porque são como são.
Mas, qual é o caminho?
Cada um terá que descobri-lo, conquanto poucos o tenham encontrado.
Portanto, aqueles que aceitarem uma sugestão e tiverem o espírito aberto às idéias e ao contraditório, reflitam sobre as idéias inquietantes abaixo, sobre as mulheres.
Depois, encontrem a verdade sobre elas.

As mulheres são inteligentes, mas têm aversão à verdade.
As mulheres choram, mas não sofrem.
As mulheres desejam um mundo de amor e querem amar e ser amadas; mas não morrem de amor, nem morrem por amor.
As mulheres fingem ser enganadas; como ardil para enganar.
As mulheres fazem juras de amor e paixão; mas sucumbem à sua provação.
As mulheres não acreditam e não têm fé; pois não sacrificam suas próprias vidas por nada que não seja em benefício exclusivo de si mesmas.
As mulheres são fúteis; e sabem disso.
Ao lado de um grande homem; há sempre uma grande mulher.

Por derradeiro, seria desnecessário mencionar que "as mulheres são maravilhosas" e que os homens estão condenados a ser seus eternos escravos. Afinal, as mulheres sempre souberam disso, conquanto adorem receber elogios, especialmente os verdadeiros e sinceros, como esse.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Brasil – o melhor país do mundo!


Artigo de André Soares - 18/07/2011


“O Brasil é o melhor país do mundo” é afirmação veemente de uma das maiores autoridades sobre o Brasil – a Rita. A Rita possui notório saber cosmopolita, pois conhece o mundo e o Brasil como poucos. Aliando amplo e profundo conhecimento nacional e internacional, com argumentação lógica e irrefutável, a inteligência privilegiada da Rita desvela uma defesa incondicional do Brasil como sendo verdadeiramente o melhor país do mundo.
Porém, falar mal do Brasil é prática tão consagrada nacionalmente, que a célebre frase “o Brasil não é um país sério”, supostamente atribuída ao presidente francês Charles de Gaulle, ecoou satisfatoriamente muito mais fortemente em solo pátrio que no exterior.
Liberdade de opinião à parte, aquele que discordar que o Brasil é o melhor país do mundo está convidado a uma tarefa impossível – continuar com a mesma opinião depois de conhecer a Rita.
Quem é a Rita?
A Rita é uma brasileira encantadora, lindíssima e irresistivelmente maaaaaravilhosa. Fala fluentemente vários idiomas e é super bem-sucedida profissionalmente. Saiu voluntariamente do Brasil no início da adolescência e, depois de conhecer o mundo, decidiu morar no exterior. Adora vir ao Brasil, mas somente a passeio e para rever seus pais. É casada com um gringo milionário, que fatura rios de dinheiro no Brasil investindo no mercado especulativo nacional, e que também considera o Brasil o melhor país do mundo.
Todas as vezes que nos encontramos, falar das maravilhas do Brasil é sempre a maior alegria e prazer para a Rita e o Tony. E o Tony não se cansa de recomendar aos seus amigos gringos milionários o que mais o encanta no Brasil – as nossas favelas.
Faz questão de falar em seu português limitado:
“As favelas do Brasil são ecccxxxtraordinárias e ineccccxxxsplicáveis

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sorri - Smile

Agentes Secretos II - Sozinho

Autor: Agente Secreto



É!

Doer, sempre dói.

E a cicatriz fica.

É a marca registrada da vida.

Da morte, só restam tristezas.

De um amor, só restam lembranças.

É à noite.

Deitado na cama.

Com os olhos abertos no escuro.

Nos lábios se esconde um sorriso.

Que se afoga em lágrimas de um pranto.

Choro a angústia dessas noites.

Mas, talvez chore a tristeza de ser só.

Não que me falte amor e carinho.

Mas, por suportar a cruz de ser sozinho.

Fórum da Inteligência

Este é um espaço destinado ao debate e à manifestação democrática, livre, coerente e responsável de idéias sobre Inteligência.